Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
TEATRO

O Hamlet de Wagner Moura

Wagner Moura: “Não temos medo da emoção, tão cara ao povo latino.” | Guito Moreto/Divulgação
Wagner Moura: “Não temos medo da emoção, tão cara ao povo latino.” (Foto: Guito Moreto/Divulgação)

Wagner Moura não tem olhos azuis, contenção de gestos ou madeixas alouradas que aludam à imagem de um príncipe dinamarquês. Me­­lhor assim. Não nega a latinidade ao desafiar-se a subir ao palco como a figura central da obra shakespeariana sobre o filho atormentado pelo fantasma do pai e a traição da mãe, ao casar-se com o tio assassino.

Na montagem de Hamlet regida pelo diretor Aderbal Freire-Filho – e apresentada neste sábado e domingo, no Teatro Positivo –, contracena com Tonico Pereira, Carla Ribas, Geor­­giana Góes e Caio Junqueira. "Nosso Hamlet é feito por artistas brasileiros, que têm em sua cultura a porta de entrada para o entendimento da tragédia de Shakespeare. Aqui as personagens se tocam sem medo", disse o ator em entrevista por e-mail à Gazeta do Povo. "Em nada atende o desejo dos que querem ver aquele dinamarquês frio, lourão e deprê."

As palavras do bardo chegam aos ouvidos limpas dos rebuscamentos de traduções anteriores, vertidas ao português pelos próprios Moura e Aderbal."A peça lança (como nenhuma outra obra de arte que eu conheça) uma centelha de alívio a perguntas que não têm respostas: de onde viemos, para onde vamos, o que somos, o que estamos fazendo aqui. Essa conversa se dá todos os dias quando piso no palco para dizer esse texto".

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.