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O início de tudo

Com direção de Matthew Vaughn e roteiro de Bryan Singer, novo filme da franquia X-Men reinventa as origens do universo dos mutantes com humor, drama, ação e efeitos especiais na medida

Charles Xavier (à esq.) e Erik Lensherr, futuramente o Professor X e Magneto: adaptação engenhosa recria o começo da saga dos mutantes | Divulgação
Charles Xavier (à esq.) e Erik Lensherr, futuramente o Professor X e Magneto: adaptação engenhosa recria o começo da saga dos mutantes (Foto: Divulgação)

Aqueles que acompanham a saga dos protagonistas de X-Men nos quadrinhos po­­­dem estranhar as soluções encontradas para explicar a origem dos personagens em X-Men – Primeira Classe (confira trailer, fotos e horários das sessões; atenção à data de validade da programação em cinza). A versão dos fatos no cinema está bem longe da criada por Stan Lee e Jack Kirby (X-Men #1, 1963), ou de Jeff Parker (X-Men – Primeira Classe, 2006), fontes nas quais o roteiro escrito por Sheldon Turner (de Amor sem Escalas) e Bryan Singer (X-Men e X-Men 2) deveria beber.

Descontado esse fato, a adaptação dirigida por Matthew Vaughn (de Kick-Ass – Quebrando Tudo) traz às telas um vigoroso reinício para a franquia, reunindo acertadamente humor, drama, ação e efeitos especiais. Muito pela dedicação de Singer em criar uma boa história e as referências pop que o diretor espalha nas cenas.

Depois de uma apresentação inicial sobre a juventude de Charles Xavier e Erik Lensherr, futuramente o Professor X e Magneto, a trama avança para a década de 1960. Já adulto, Charles (James Mcavoy, de O Procurado) é um emérito pesquisador de genética, ao lado de sua irmã adotada, Raven (Jennifer Lawrence, de Inverno da Alma), a Mística. En­­­quanto isso, Erik (Michael Fassbender, de Bastardos Inglórios) busca vingança contra Dr. Schmidt (Kevin Bacon), seu algoz durante a adolescência em um campo de concentração. Pelo que se vê na tela, foi o alemão que desenvolveu os poderes de Magneto.

As vidas dos personagens convergem quando a agente da CIA Moira MacTaggert (Rose Byrne) busca Xavier para ajudá-la a enfrentar um grupo de mutantes comandados por Sebastian Shaw. Em meio à Guerra Fria, o vilão pretende provocar um holocausto nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética, deixando o planeta arrasado para os mutantes. Como Sebastian Shaw é, no fim, o Dr. Schmidt, Erik se une à missão da CIA com o pretexto de matá-lo.

O problema é que o criminoso tem em sua companhia um poderoso time (Emma Frost, Azazel e Maré Selvagem) e Xavier precisa encontrar uma equipe para combatê-lo. Esse é o tal início dos X-Men, quando são recrutados os jovens Hank McCoy (Fera), Alex Summers (Destrutor), Angel Salvadore (Angel), Sean Cassidy (Banshee), Armando Muñoz (Darwin) e, claro, a Mística.

Quem conhece o mínimo da história original já pode ver, aí, os fatos discrepantes. Um dos exemplos é a presença de Alex Summers, irmão mais novo de Ciclope, que até então sequer nasceu. Mas não se trata de um erro. Bryan Singer assumidamente reinventa as origens do universo X-Men, à revelia dos fãs de quadrinhos, como já havia feito nas primeiras adaptações ao cinema. O resultado, no entanto, é engenhoso e traz bons dividendos à bilionária franquia.

Vaughn consegue levar bem a narrativa, ajudado pelo bom elenco, em especial Mcavoy e Fassbender, orientados a dar nuances pessoais aos seus personagens. Patrick Stewart e Ian McKellen, que interpretaram o Professor X e Magneto anteriormente, eram presenças certas no filme (como ocorre com Hugh Jackman, o Wolverine). Mas a ideia foi rejeitada pelos produtores com a justificativa de que esta nova trilogia nada tem a ver com suas antecessoras e era melhor não misturar os canais. Enfim, tal como na natureza, em Hollywood nada se cria, tudo se transforma.

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