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O macaco está certo

Chega às lojas e locadoras Planeta dos Macacos – A Origem, um dos melhores filmes de 2011, que tem o mérito de reinventar a premissa de uma trama consagrada

O ator britânico Andy Serkis dá tridimensionalidade emocional a Caesar, protagonista de Planeta dos Macacos – A Origem | Divulgação
O ator britânico Andy Serkis dá tridimensionalidade emocional a Caesar, protagonista de Planeta dos Macacos – A Origem (Foto: Divulgação)

Se alguém dissesse, no início de 2011, que um dos melhores filmes deste ano seria Planeta dos Macacos – A Origem, a primeira reação de quem acompanha o cinema norte-americano de perto seria de incredulidade. Passados 43 anos desde o lançamento de O Planeta dos Macacos, primeiro filme da franquia originada pelo romance do francês Pierre Boulle, a suspeita era de que, por melhor que fosse, o novo episódio, dirigido por Rupert Wyatt, dificilmente conseguiria acrescentar algo de muito novo.Em 2001, o sempre inventivo Tim Burton já havia tentado reinventar a história de como os símios, em um futuro distante, se tornaram a espécie dominante na Terra, escravizando humanos, que passaram a ser considerados seres inferiores. O resultado, embora seja visualmente impactante e até tenha alcançado êxito comercial, não convenceu: faltava uma reinvenção mais profunda da premissa básica da trama de Boulle. E esse é o grande trunfo do longa de Wyatt.

Planeta dos Macacos – A Origem explica como, por meio do uso desrespeitoso dos animais para fins científicos, o homem permitiu que seus primos menos evoluídos, alimentados pela revolta, se voltassem contra os humanos. No centro da trama, muito bem amarrada, está o chimpanzé Caesar, personagem gerado por efeitos computadorizados de última geração que, na fase adulta, ganha vida e tridimensionalidade emocional graças aos movimentos corporais e à espantosa expressividade facial do ator britânico Andy Serkis, cotado para uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante.

Para quem não sabe, Serkis fez trabalhos semelhantes em outros filmes de grande repercussão, como a trilogia O Senhor dos Anéis, no qual viveu o personagem Gollum, e King Kong, em que foi responsável por emprestar veracidade ao imenso gorila que dá título ao filme.

Em Planeta dos Macacos – A Origem, Caesar é criado como uma criança pelo cientista Will Rodman (James Franco, de 127 Ho­­ras), integrante de uma equipe de pesquisadores que vêm desenvolvendo uma droga capaz de reverter os efeitos devastadores da doença de Alzheimer.

Como cobaias desses experimentos, são utilizados macacos cujos cérebros, semelhantes aos dos humanos, são estimulados pelas substâncias e acabam se desenvolvendo com rapidez, mas não sem efeitos colaterais, como acessos de fúria desmedida.

Entre esses animais de laboratório, está a mãe de Caesar. Quando ela morre em um dos testes malsucedidos com o medicamento, Will, cheio de culpa, leva o filhote para casa e, também às escondidas, passa a ministrar o remédio a seu pai doente, Charles (John Lithgow), que, à medida em que recupera a memória, começa a se apegar ao macacaquinho como se fosse um filho.

Longe de seus semelhantes, Caesar cresce protegido, sem saber que sua espécie é confinada por humanos em zoológicos e também é usada em experimentos científicos muito pouco éticos. É apenas quando, por conta de um incidente com um vizinho dos Rodman, ele vai parar em um abrigo de animais, que Caesar descobre o que significa ser um macaco. E dessa experiência traumática nasce um líder.

Com uma narrativa tensa e eletrizante, ótimos efeitos visuais e sonoros, e, principalmente, um roteiro que não subestima a inteligência do espectador, Planeta dos Macacos – A Origem é um filmaço, que faz justiça ao longa original de Franklin J. Schaffner, considerado um marco do cinema de ficção científica. GGGG

Serviço:

DVD Planeta dos Macacos – A Origem. EUA, 2011. Direção de Rupert Wyatt. Fox Home Entertainment. R$ 39,90. Ação.

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