
Ainda sem data para estrear na HBO brasileira, a terceira temporada de Em Terapia está no 34º episódio de um total de 43, nos Estados Unidos.
Nos dois primeiros anos, a produção adaptou os episódios do original israelense. Agora, pela primeira vez desde que migrou para a América, estão sendo escritos roteiros originais para o terapeuta de 57 anos que se questiona sobre a profissão enquanto tenta ajudar seus pacientes e administrar crises pessoais.
O ator Gabriel Byrne, premiado pelo papel do dr. Paul Weston, parou de ver a dra. Gina (Dianne Wiest), aposentada para investir na carreira de escritora. Sua nova terapeuta é dra. Adele (Amy Ryan, de Medo da Verdade), mais jovem que ele.
Adele está entre os pontos altos da nova temporada. Ela consegue cutucar Paul exatamente onde dói: seu vínculo com o pai, que morreu de Parkinson, o terapeuta teme sofrer da mesma doença. Com uma frequência preocupante, tem lidado com tremores nas mãos.
Antes, Paul tinha quatro pacientes, de segunda a quinta, e consultava Gina na sexta. Agora são três mais Adele e a exibição dos episódios, nos EUA, é segundas e terças.
Debra Winger, famosa nos anos 1980 com Laços de Ternura, interpreta a atriz Frances, mulher de meia-idade que enfrenta problemas para memorizar suas falas. É talvez a parte mais truncada da nova temporada, em que a conversa parece não fluir direito. Frances conversa com Paul como se estivesse respondendo uma entrevista.
Jesse (Dane DeHaan) é um adolescente irritante. Adotado e homossexual, ele está perdido e em pavor. A mãe biológica tenta contatá-lo, ele não se dá bem com os pais adotivos e encara aventuras sexuais adultas demais para alguém de sua idade (16).
O melhor personagem da nova temporada é Sunil (Irrfan Khan, o policial de Quem Quer Ser um Milionário?). Senhor indiano que perdeu a mulher e foi levado para os EUA pelo filho médico e pela nora controladora. Longe de casa, viúvo e numa cultura que não consegue entender, ele e Paul criam um vínculo que remete aos melhores momentos dos dois primeiros anos.



