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Dança

O nascimento do tango, passo a passo

Espetáculo Sangre de Tango, do coreógrafo argentino Manuel Ortiz, conta a história do gênero no Teatro Positivo, na sexta-feira

Elenco é composto por 15 dançarinos de diferentes vertentes do tango portenho | Henrique Pimentel/Divulgação
Elenco é composto por 15 dançarinos de diferentes vertentes do tango portenho (Foto: Henrique Pimentel/Divulgação)

A inspiração para o espetáculo Sangre de Tango, que será apresentado nesta sexta-feira, no Teatro Positivo, surgiu quando o seu diretor tinha apenas 12 anos (veja o serviço completo do espetáculo no Guia Gazeta do Povo).

O bailarino e coreógrafo argentino Manuel Ortiz assistia à tevê ao lado da mãe quando se impressionou com as explicações de três minutos de Santiago Ayala – lenda da dança argentina conhecido como "El Chúcaro" – sobre a influência do folclore argentino no tango.

Em 1998, munido de uma longa experiência na dança, Ortiz construiu sua própria síntese – no entanto, usando apenas o próprio tango.

O espetáculo Sangre de Tango se mantém inalterado desde então, narrando, por meio de 20 números executados por 15 bailarinos, a chegada do gaúcho dos pampas argentinos a Buenos Aires no século 19 e as mudanças na cultura rio-platense causadas por esta miscigenação.

"O show resume, em fragmentos, essa transição do gaúcho ao tanguista – suas influências no vocabulário, nas formas de ver e sentir, nas vestimentas e na dança, com raízes espanholas", explica Ortiz, por telefone. "Tudo isso pela expressão da dança, pelos movimentos oriundos da nossa terra."

Ortiz explica que o vocabulário do tango se desenvolveu e evoluiu, mas a característica principal da dança – "a paixão" – se mantém inalterada. "A expressão controla a técnica. Esta muda, mas a essência é sempre a mesma", explica o coreógrafo. "A identidade é a paixão, que está na cultura. Quando é uma questão de sangue, não importa o que se faça, ele não muda. Daí vem o título, Sangre de Tango."

O show, que já foi apresentado em países como Estados Unidos, França e Vaticano, faz sua segunda turnê brasileira. A primeira foi uma temporada de 40 dias no Brasil, no fim do ano passado, percorrendo 25 teatros, desde Blumenau (SC) até Belém (PA).

Ortiz vê uma influência forte do tango em todo o país hoje. "Por serem terras irmãs, e por ser um amante da dança, o Brasil adotou o tango", diz. "É um dos países em que, realmente, no momento, estão dançando o tango e o conhecem um pouco mais."

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