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Crítica

'O rock foi assassinado pelos downloads', diz baixista do Kiss

A declaração do roqueiro foi dada numa entrevista à revista "Esquire", conduzida por seu próprio filho, Nick

O músico Gene Simmons, baixista do Kiss, afirmou que o rock está "morto", tendo sido "assassinado" pelo compartilhamento gratuito de arquivos na internet. A declaração do roqueiro foi dada numa entrevista à revista "Esquire", conduzida por seu próprio filho, Nick.

"A morte do rock não foi uma morte natural. O rock não morreu de velhice. Ele foi assassinado", afirmou Simmons, de 65 anos. "As massas não reconhecem o compartilhamento de arquivos e o download como roubo, porque sempre há uma cópia para eles. Eles pensam que não é a cópia deles que é o problema, é a cópia de outra pessoa, que também recebeu e não pagou." Segundo ele, o problema é que ninguém paga as "10 mil horas" gastas pelos artistas na criação.

"Imagina a frustração de ter todo aquele trabalho e ninguém valorizá-lo o suficiente para pagar por ele. É muito triste para as bandas novas. Meu coração está com elas. Elas simplesmente não têm chance. Se você toca guitarra, é praticamente impossível. Melhor nem começar a aprender a tocar guitarra e compor músicas, vá cantar no chuveiro ou fazer um teste para o 'X-Factor' [reality show musical]."

O músico não parou por aí: ele disse que a culpa é dos "homens brancos, jovens e de classe média alta" dos Estados Unidos, que não são tão patriotas quanto os imigrantes, de acordo com Simmons.

O próprio baixista não é americano de nascimento, tendo imigrado de Israel para os Estados Unidos aos 8 anos de idade. Seu conselho para os músicos mais novos sintetizou seu sentimento: "não se demitam dos seus empregos".

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