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Ode ao trabalhador do mundo

Em cartaz no Ecomuseu de Itaipu até setembro, exposição Trabalhadores traz imagens de Sebastião Salgado não exibidas em mostras há mais de uma década

Um dos famosos retratos de Sebastião Salgado do garimpo de Serra Pelada, na década de 1980 | ©Sebastiao Salgado/Amazonas images
Um dos famosos retratos de Sebastião Salgado do garimpo de Serra Pelada, na década de 1980 (Foto: ©Sebastiao Salgado/Amazonas images)
O fotógrafo no lançamento da exposição Trabalhadores, em Foz do Iguaçu |

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O fotógrafo no lançamento da exposição Trabalhadores, em Foz do Iguaçu

Histórias que não se apagam com o tempo, vivenciadas na brasilidade do garimpo de Serra Pelada, em fábricas inglesas ou nas plantações de chá em Ruanda. Uma verdadeira arqueologia do trabalho, como resume o próprio autor. Assim é a exposição Trabalhadores, do fotógrafo Sebastião Salgado, em cartaz no Ecomuseu de Itaipu até setembro.

A mostra, que tem curadoria da esposa de Salgado, a arquiteta Lélia Wanick Salgado, reúne 132 imagens registradas entre 1986 e 1992, em 25 países. O conjunto retrata com sensibilidade e precisão imagética as funções desempenhadas por trabalhadores braçais, muitas apagadas pela tecnologia. Entre os protagonistas das fotografias, estão pescadores, agricultores, tecelões e cortadores de cana.

As fotos foram publicadas em mais de 29 reportagens, e podem ser vistas no livro Trabalhadores, Uma Arqueologia da Época Industrial, lançado em 1993. Entretanto, as imagens não eram expostas em mostras há mais de uma década.

Doutor em Economia, Salgado diz que o trabalho é o centro da cadeia dinâmica da produção. Ele começou a captar as imagens no final dos anos 1980, época em que, lembra, o trabalho era mais centrado na mão do homem. Para ele, as fotos representam uma espécie de "exorcismo" do economista que estava dentro dele. "Eu quis fazer uma homenagem ao trabalhador tradicional, ao verdadeiro trabalhador", contou Salgado em entrevista por telefone à Gazeta do Povo de Paris, um de seus endereços.

Público

Entre os dias 7 a 22 de junho, a exposição foi visitada por 1,8 mil pessoas – é a primeira vez que Foz do Iguaçu recebe uma exposição de Sebastião Salgado. Desse total de visitantes, 1,1 mil correspondem a brasileiros e 122 estrangeiros – 588 são moradores dos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu.

Comemoração

A temática da mostra marca os 40 anos da Itaipu Binacional, além do centenário de Foz do Iguaçu. Embora não estejam presentes em Trabalhadores, operários da Itaipu também foram tema de fotografias de Salgado. Na época da construção, em 1980, ele esteve na cidade para registrar as obras na usina. Atualmente, além de Foz, Belo Horizonte também pode ver trabalhos do fotógrafo na exposição Gênesis, em cartaz no Palácio das Artes até 24 de agosto.

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