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Cinema

Ode aos velhos salões

Chega de Saudade, de Laís Bodanzky, é bem diferente de seu primeiro longa-metragem, Bicho de Sete Cabeças, mas tão bom quanto

Chega de Saudade: vidas cruzadas em um salão de baile | Beatriz Lefevre
Chega de Saudade: vidas cruzadas em um salão de baile (Foto: Beatriz Lefevre)
Confira a colocação do filme de Laís Bodanzky entre os filmes lançados no cinema neste ano |

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Confira a colocação do filme de Laís Bodanzky entre os filmes lançados no cinema neste ano

Chega de Saudade, segundo longa-metragem da diretora Laís Bodanzky, demorou para chegar aos cinemas de Curitiba. Estréia hoje, dias antes de seu lançamento em DVD, programado para a próxima segunda-feira (14).

O filme, de 2007, tem conquistado o público por onde passa. A bilheteria acumulada até agora é significativa para uma produção nacional que não aborda temas polêmicos como o tráfico de drogas e a violência. Já foi vista por 173 mil espectadores, perdendo apenas para dois outros lançamentos: Meu Nome não É Johnny, que alcançou a cifra impressionante de 2 milhões e 115 mil pessoas, e O Guerreiro Didi e a Ninja Lili, que alcançou 245 mil espectadores.

Chega de Saudade estreou no Festival de Brasília de 2007, quando recebeu o prêmio de melhor filme de acordo com o júri popular – o ganhador oficial foi Cleópatra, de Julio Bressane, vaiado pelo público.

Desde então, o longa, que retrata uma noite em um baile da terceira idade – inspirado, entre outras produções, em O Baile, clássico do italiano Ettore Scola –, tem feito a platéia dançar ao som de canções interpretadas por Elza Soares, atração principal do salão com sua banda.

Nos intervalos, quem escolhe as músicas do som mecânico é o DJ Marquinhos (Paulo Vilhena), que com um olho comanda as pickups e com o outro cuida da namorada Bel (Maria Flor), impressionada pela animação do baile e que flerta com o malandro Eudes (Stepan Nercessian).

A câmera de Walter Carvalho também dança, movendo-se com leveza pelo salão para revelar as pequenas histórias de alegrias e decepções que se sucedem nas poucas horas de duração da festa. A enciumada Marici (Cássia Kiss), abandonada pelo par, Eudes, que preferiu dançar com a jovem Bel, provoca a solidariedade feminina. Já Elza (Betty Faria) nos faz rir em seu desespero em querer arranjar um par, sem ser notada.

O casal de idosos Álvaro e Alice, vivido pelos veteranos Tônia Carrero e Leonardo Villar, são responsáveis pelas cenas mais tocantes do filme. Há anos, eles formam o melhor par do baile, mas só se entendem quando estão dançando. No filme, um impasse entre os dois pode fazer com que rompam definitivamente.

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