
O ponto de partida do enredo Os Candidatos, que estreia hoje nos cinemas do Paraná, é pertinente em um momento no qual os Estados Unidos (e o Brasil) vivem intenso período de disputa eleitoral. Quando o congressista Cam Brady (Will Ferrell, de Mais Estranho do Que a Ficção) comete uma imperdoável gafe de conotação sexual pouco antes de iniciar sua campanha de reeleição, dois grandes empresários, vividos pelos impagáveis John Lithgow (da série 3rd Rock from the Sun) e Dan Ackroyd (de Os Caça-Fantasmas), decidem lançar um outro candidato à Câmara Federal, alguém capaz de lhes garantir influência e lucros na região onde vivem, um distrito provinciano da Carolina do Norte.
Escolhem o ingênuo Marty Huggins (Zach Galifianakis, de Se Beber Não Case 1 e 2), diretor do centro turístico local.
E, por mais inadequado que o sujeito possa ser, ele acaba emergindo como um potencial rival para Brady, graças tanto ao apoio financeiro da poderosa dupla de bilionários quanto ao treinamento quase militar que recebe de seu chefe de campanha (Dylan McDermott, da série American Horror Story), sem falar das conexões que sua família, bastante abastada, tem na região. Em pouco tempo, Marty conquista popularidade, causando enorme preocupação a seu rival, que, embora tenha lá seu carisma meio cafajeste, insiste em cometer atos insanos, sempre metendo os pés pelas mãos.
Na medida em que a eleição se aproxima, os dois candidatos se engalfinham em uma disputa que os levará a não medir loucuras para impedir a vitória um do outro.
Embora algumas vezes descambe para o mau gosto e a escatologia, algo recorrente nas comédias norte-americanas de hoje em dia, Os Candidatos consegue ser realmente engraçado em vários momentos. Justamente por expor, ainda que de forma satírica e não realista, os bastidores da política norte-americana, capaz, todos sabem, de recorrer aos expedientes mais baixos na busca pela vitória nas urnas.
Tanto Farrell quanto Galifianakis se saem muito bem nos seus papéis, especialmente o segundo, que se revela um comediante de amplos recursos, com um ótimo trabalho de voz e linguagem corporal para fazer de Marty um personagem hilário, mas verossímil. GGG
Classificações: GGGGG Excelente. GGGG Muito bom. GGG Bom. GG Regular. G Fraco. 1/2 Intermediário. N/A Não avaliado.



