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Show

Os Mutantes se apresenta no Guairão

Liderado por Sérgio Dias, único membro da formação original, grupo faz show neste sábado (14) em Curitiba

Além de Dias (ao centro, de cachecol), a banda é formada hoje por Claudio Tchernev, Henrique Peters, Esmeria Bulgari, Vinicius Junqueira e Vítor Trida | Divulgação
Além de Dias (ao centro, de cachecol), a banda é formada hoje por Claudio Tchernev, Henrique Peters, Esmeria Bulgari, Vinicius Junqueira e Vítor Trida (Foto: Divulgação)

Liderada pelo guitarrista, cantor e compositor Sérgio Dias, seu único membro fundador remanescente, a banda Os Mutantes se apresenta no Guairão hoje, às 21 horas, com abertura do grupo curitibano Gregos e Troianos.

O show deve incluir canções de Fool Metal Jack (2013), segundo álbum do grupo com a formação sem Arnaldo Baptista, que se desligou novamente um ano depois da reativação da banda em 2006, com Zélia Duncan nos vocais. Mas são clássicos como "Panis et Circenses", "Ando Meio Desligado", "Top Top", "El Justiciero" e "Balada do Louco", criados por Sérgio, Arnaldo e Rita Lee nos anos 1960 e 1970, o que deve prevalecer no repertório.

"Quem manda no show é o público", diz Sérgio Dias, em entrevista à Gazeta do Povo. "Não temos nada marcado. Há uma liberdade total, ainda que tardia. É uma coisa para a gente se divertir", promete o guitarrista, que sobe ao palco acompanhado por Claudio Tchernev (bateria), Henrique Peters (teclado e vocais), Esmeria Bulgari (voz e percussão), Vinicius Junqueira (baixo) e Vítor Trida (guitarra, flauta e voz).

Dias, que planeja gravar um novo disco dos Mutantes ainda este ano, diz que o grupo funciona de fato como um projeto coletivo, e não como um trabalho seu, e que segue tocando sob o nome dos Mutantes mesmo sem Arnaldo ou Rita, em resposta à redescoberta da banda ao longo dos últimos anos. "Quando fomos tocar e dei de encontro com uma garotada de 15 anos, não acreditei. O mínimo que você pode fazer é retribuir", diz o guitarrista. "Acho que sempre fui o único Mutante, na verdade. O resto foi tudo figuração. Não acredito nessa coisa de ‘sai e volta’, para mim não tem nada a ver. Ou rola ou não rola."

Esta mesma renovação de público continua alimentando a expectativa de a banda se reunir novamente com os integrantes originais. Mas a possibilidade é remota, de acordo com Dias.

"Aquilo já faz muito tempo, foi há quarenta e tantos anos. Hoje, não temos mais muito a ver um com o outro", explica o guitarrista, que diz ter desistido de manter o contato com o irmão e com Rita por não se sentir correspondido. As portas dos Mutantes, no entanto, seguiriam abertas. "Eles fazem parte da história e tenho um respeito imenso pela banda e pelo público. Jamais iria negar a ninguém. Mas acho muito difícil que aconteça. Eles são muito complicados, o que é uma pena", diz.

Enquanto isso, a banda segue com uma agenda movimentada. "Desde 2006, o período em que fiquei mais tempo sem viajar foi este ano, em que fiquei quatro meses em casa", conta Dias, que vive em Las Vegas, nos Estados Unidos. As próximas criações da banda devem seguir a filosofia de liberdade musical, conforme explica o músico. "Nunca tivemos uma linha. Sempre fomos para onde a música levava a gente", explica.

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