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Música

Os sons populares do passado curitibano

Os foxtrotes do maestro Antonio Melillo (1900-1966), idealizador da FAP, estreiam a série | Arquivo/Biblioteca Octacílio de Souza Braga (FAP)
Os foxtrotes do maestro Antonio Melillo (1900-1966), idealizador da FAP, estreiam a série (Foto: Arquivo/Biblioteca Octacílio de Souza Braga (FAP))

Algumas das mais interessantes descobertas sobre os precursores da música popular de Curitiba serão mostradas em apresentações e eventos até novembro, na série Conexão Musical 2012, do Sesc Água Verde, que começa amanhã, às 20 horas, com um show do Jazz Cigano Quinteto.

O grupo apresenta músicas do jazz manouche (estilo criado por Django Reinhardt), um raro repertório de foxtrotes e uma valsa do maestro Antonio Melillo (1900-1966) – músico paulista que, radicado em Curitiba na década de 1920, fundou em 1931 a instituição que se tornaria a atual Faculdade de Artes do Paraná (FAP).

O projeto tem curadoria dos músicos e pesquisadores Marilia Giller e Tiago Portella, que desde 2005 vasculham os registros da cena da música popular da primeira metade do século 20 em Curitiba.

A série tem oito datas ao longo do semestre. Zélia Brandão e Cláudio Menandro apresentam, no dia 29, um repertório inédito escrito pelo flautista Clemente Consentino na primeira década do século 20, em Morretes. No dia 3 de agosto, Daniel Migliavacca apresenta obras de Walter Scheibel, bandolinista que atuou em rádios curitibanas nas décadas de 1940 e 50. Em 10 de agosto, Marilia apresenta a palestra "Imaginário Sonoro na Cultura Paranaense". No dia 28 de setembro, Portella comanda uma roda de choro no lançamento do primeiro Songbook do Choro Curitibano. Em 9 de outubro, entra em cartaz a exposição Dos Regionais às Jazz Bands, que traz fotografias, partituras, instrumentos musicais e coleções particulares de músicos do período. No dia 26, a Regional Jazz Band, montada por Marilia e Portella, apresenta o show com a obra de José da Cruz (1897-1952), que levou ao Club du Choro de Paris em março. O encerramento do projeto acontece no dia 30, com um tributo a 12 nomes relacionados ao acervo.

"Quando se fala em música popular em Curitiba, os nomes mais distantes dos quais se costuma lembrar são o Nhô Belarmino e Nhá Gabriela ou o Lápis", explica Marilia, por telefone. "As pessoas vão até ali e, depois disso, lembram de Brasílio Itiberê (1846-1913), ou Bento Mossurunga (1879-1970) – que já entram no erudito. Com esse levantamento, tratamos da música popular da primeira metade do século. E estamos bem felizes com as descobertas."

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