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Pré-produção

Padilha promete inovações em novo RoboCop

Diretor afirma que refilmagem tentará aprofundar as questões morais levantadas no original – e descarta Wagner Moura como protagonista

Filme de 1987, dirigido pelo holandês Paul Verhoeven, concorreu a dois Oscar: sucesso inesperado | Divulgação
Filme de 1987, dirigido pelo holandês Paul Verhoeven, concorreu a dois Oscar: sucesso inesperado (Foto: Divulgação)

Em 1987, o lançamento de RoboCop – O Policial do Futuro levou milhões de espectadores às salas de cinema e provocou debates passionais sobre o uso da tecnologia para o "aperfeiçoamento" de seres humanos. Em 2012, devem começar as gravações do remake, que será dirigido pelo brasileiro José Padilha. Recentemente, o diretor de Tropa de Elite deu mais alguns detalhes sobre a produção, que permanece cheia de mistérios.

"A versão original é fantástica. Mas mesmo se não houvesse um filme, a concepção de RoboCop é brilhante. Primeiramente, porque ele se coloca em muitas críticas sociais. Além disso, ele propõe questões, como ‘Quando você perde o humanismo?’. A troca de partes do corpo humano por máquinas para a criação de um superpoli­­­cial é muito inteligente. E acredite, isso vai acontecer", disse Padilha.

O filme de 1987 foi um sucesso inesperado. Dirigido pelo holandês Paul Verhoeven – que reunia em sua filmografia produções mais autorais, como Louca Paixão (1973), Soldado de Laranja (1979) e O Quarto Homem (1983) –, RoboCop – O Policial do Futuro chegou a ser indicado a dois Oscar, nas categorias de melhor edição e melhor som, e teve bilheteria de US$ 53 millhões apenas nos Estados Unidos. Além de ter dado origem a duas sequências, o título original serviu para abrir as portas de Hollywood ao cineasta holandês, que se dedicou, nem sempre com muito sucesso, a superproduções como Instinto Selvagem (1992), Tropas Estelares (1997) e O Homem sem Sombra (2000), antes de retornar ao cinema menos comercial do drama de guerra A Espiã (2006).

Refilmagem

Os fãs do policial Alex Murphy não devem esperar uma cópia fiel do primeiro filme. Padilha promete trazer novidades ao roteiro. "Vocês se lembram de quando Murphy é baleado e a cena corta para ele já transformado em RoboCop? Eu vou abordar esse tempo entre ele sendo ferido e voltando à realidade. Como foi feito o RoboCop? Como você transforma um homem em robô? Como você programa um cérebro?"

Padilha, que tem uma longa carreira dirigindo documentários, diz que seu próprio estilo estará evidente na nova produção: "Veja bem, me deram um trabalho. Vou fazer do meu jeito. Portanto, sim, vocês vão ver características minhas. Para o mal ou para o bem, vou filmar à minha maneira".

Rumores chegaram a apontar Wagner Moura – o Capitão Nascimento de Tropa de Elite – para o papel de Alex Murphy, mas Padilha nega. "Precisamos de um RoboCop americano."

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