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Opinião

Performance de Amy Lee encanta platéia

Bady Assad faz tres shows na capital | Divulgação/Teatro da Caixa
Bady Assad faz tres shows na capital (Foto: Divulgação/Teatro da Caixa)

Sem grandes cenários ou efeitos especiais, a escala curitibana da Ev World Tour, turnê da banda norte-americana Evanescence, realizada na última quinta-feira, na Pedreira Paulo Leminski, teve como grande destaque a performance da carismática vocalista Amy Lee.

De collant sem mangas, saia bufante recortada e coturnos – tudo em tons de preto e roxo, é claro – a líder do quinteto composto ainda por Terry Balsamo, John LeCompt, Tim McCord e Rock Gray, encantou a escassa platéia que compareceu ao show na fria, porém agradável noite de quinta-feira – de acordo com a produtora do show, cerca de 8 mil pessoas estavam presentes na ocasião, número contestado Polícia Militar, que confirmou à reportagem um público de 7 mil pagantes.

Movimentando-se constantemente pelo palco, balançando a longa e brilhante cabeleira negra, rodopiando a comportada saia armada que escondia seus saudáveis quilinhos a mais e, ao mesmo tempo, desafiando a potência de sua bela voz a cada agudo sem nenhum deslize de afinação, Amy surpreendeu mesmo aos que não fizeram questão de montar acampamento em frente à Pedreira dias antes da apresentação da banda.

Passeando pelos álbuns Fallen e The Open Door, o repertório do show, que contou com grandes hits como "Sweet Sacrifice", "My Immortal", "Going Under" e "Call Me When You’re Sober" – cujos refrões foram os únicos momentos em que a platéia mostrou algum tipo de reação (o público ficou em silêncio mortal, mesmo diante da simpatia da vocalista, que em dado momento teve a gentileza de perguntar: "Qual música vocês gostariam de ouvir ?") – foi reproduzido na íntegra pelo quinteto, revelando profissionalismo não apenas em termos técnicos, mas de atitude diante do óbvio destaque dado a Amy em grande parte da apresentação.

Quando não circulava pelo palco cantando e fazendo coreografias dignas de uma espécie de bailarina headbanger, Amy arrancava arrepios dos presentes durante os momentos em que sentava-se ao piano e dominava o imenso lugar apenas com seus dedos e sua voz. Sem falar nos sorrisos de satisfação e agradecimentos constantes aos fãs ditos em português correto, como no momento em que, após um "obrigado", ela imediatamente se corrigiu: "Quer dizer, obrigada!".

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