Pela primeira vez em mais de 20 anos de carreira, os Red Hot Chili Peppers estrearam com um disco no topo das paradas americanas. Stadium Acardium, nono CD do grupo californiano, já está há duas semanas no alto da lista dos mais vendidos nos EUA, com cerca de 600 mil cópias comercializadas. Uma prova de que, apesar do longo tempo de estrada, Anthony Kiedis (voz), Flea (baixo), Chad Smith (bateria) e John Frusciante (guitarra) só viram seu público crescer.
Houve altos e baixo, claro. Principalmente por conta do consumo abusivo de drogas entre os integrantes sendo que Hillel Slovak, o primeiro guitarrista, morreu de overdose em 1988. Mas o quarteto está "limpo" há pelo menos setes anos, e de lá para cá conquistou sua terceira geração de fãs. Vide o show dos Peppers no Rock in Rio 3, em 2001, quando uma multidão de quase 300 mil pessoas se amontoou para ouvir seu arsenal de hits. Aliás, a banda é a grande atração do próximo dia 3 no Rock in Rio Lisboa, que começou na semana passada.
Duplo, Stadium Arcadium é uma espécie de resumo da trajetória do RHCP. São 28 faixas que passeiam por todos os territórios explorados pelo grupo do punk ao funk, passando por rap, experimentalismo, hard rock e psicodelia. Canções voltadas para as rádios e a MTV também não faltam, como atesta "Dani California", a primeira música de trabalho, estourada em todo o mundo.
E se as baladas do trabalho anterior, By the Way (2002), serviram para coroar Kiedis como um excelente cantor (e não um mero gritalhão), o novo CD consagra definitivamente o talento de Frusciante. Não é exagero dizer que o guitarrista, de longe o mais inventivo de sua geração, está entre os maiores gênios do instrumento. A unanimidade pode ser burra, mas, no caso dos Peppers, milhões de ouvintes não podem estar errados. GGGG



