i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Cinema

"Príncipe da Pérsia" recria história com efeito especial

  • PorReuters
  • 04/06/2010 09:38
Cena de "Príncipe da Pérsia: as Areias do Tempo" | Divulgação
Cena de "Príncipe da Pérsia: as Areias do Tempo"| Foto: Divulgação

Quando a ficção entra no campo da história oficial, nada impede que toda uma cultura seja reformulada para não desmentir o roteirista. Não diminui a legitimidade do filme, nem propriamente é prejudicial ao próprio povo selecionado para os caprichos de quem cria a trama. O limite é a clareza sobre o que se vê na tela.

Príncipe da Pérsia (confira trailer e fotos), que estreia em circuito nacional, em cópias dubladas e legendadas, na quinta-feira, pode ser percebido como um exemplo disso. Já no início, enumera os feitos do grande império persa, para situar no tempo e espaço o espectador em uma fantasia repleta de engenhosos efeitos especiais.

O rei da Pérsia em questão é Sharaman (Ronald Pickup), um líder nato que tem como conselheiro seu irmão, Nizam (Ben Kingsley, de "Ilha do Medo"). Fictício, como todo o filme (exceto a apresentação), o rei é pai de dois filhos Garsiv (Toby Kebbell, de "RocknRolla") e Tus (Richard Coyle, de "Um Bom Ano"), o príncipe herdeiro.

No entanto, a família apenas se completa quando o rei adota Dastan, uma criança maltrapilha, que demonstra coragem e sabedoria ao defender um colega de rua. Como diz o narrador, ele é um predestinado e será decisivo para a história dessa civilização.

Depois de 15 anos, Dastan (agora, interpretado por Jake Gyllenhaal, de "O Segredo de Brokeback Mountain") se vê em meio a seus irmãos e tio numa difícil escolha: invadir ou não uma cidade sagrada que, segundo um espião persa, vende armas para os adversários de seu povo. Vencido no voto, o protagonista entra na cidade e captura a princesa Tamina (Gemma Arterton, de "Fúria de Titãs").

No entanto, ela guarda um segredo, uma adaga que tem o poder de voltar no tempo. O artefato cai nas mãos do herói que, graças a um complô, é acusado de matar o próprio pai adotivo. Dastan e Tamina fogem para iniciar a jornada que selará o destino de ambos.

Com uma história confusa e repleta de pontos de interrogação, "Príncipe da Pérsia" é uma produção cujo valor cosmético é maior do que o entendimento claro sobre o que se passa nas cenas. Com lutas bem coreografadas, imagens rápidas e com pontos de humor assertivos, o final da projeção, porém, provoca questionamentos quase risíveis.

Um exemplo prático é o de Amar (Alfred Molina, de "Educação"), uma espécie de comerciante ilegal que, em determinado momento do filme. afirma haver terças e quintas-feiras. Outro ponto de reflexão é a própria adaga, que necessita de uma espécie de areia divina para funcionar, inacessível aos humanos, mas de que a princesa possui até um refil.

É irrelevante a identidade do príncipe, que poderia ser persa ou de Marte, já que não há referências para sustentar a história. O diretor Mike Newell (de "Amor nos Tempos do Cólera" e "Harry Portter e o Cálice de Fogo") se esforça, mas não consegue dar jeito no que já começou errado, a partir de um mau roteiro.

Com um herói de aventura um tanto pobre (o primeiro de sua carreira), Jake Gyllenhaal sai também chamuscado desse deserto. O único que ri à toa mesmo é o produtor Jerry Bruckheimer, uma espécie de Midas em Hollywood (são dele as franquias "Piratas do Caribe", "Bad Boys" e, na TV, os múltiplos "CSIs"), que pensa em faturamento alto e rápido nas bilheterias.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.