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Ricardo Vignini (à esq.), com o grupo Matuto Moderno: proposta de revelar paralelos entre a música caipira e o gênero americano | Rita Perran/Divulgação
Ricardo Vignini (à esq.), com o grupo Matuto Moderno: proposta de revelar paralelos entre a música caipira e o gênero americano| Foto: Rita Perran/Divulgação

Shows

Confira os encontros promovidos pelo projeto Tem Viola no Rock:

• Sexta-feira (últimos ingressos)

O grupo Matuto Moderno, formado há 15 anos por Ricardo Vignini, Marcelo Berzotti, Ricardo Berti, Zé Helder, Edson Fontes e André Rass, se apresenta com o guitarrista Andreas Kisser, da banda mineira de metal Sepultura.

• Sábado (esgotado)

A dupla Moda de Rock, de Ricardo Vignini e Zé Helder, divide o palco com Pepeu Gomes, ex-guitarrista do cultuado Novos Baianos.

• Domingo (esgotado)

A banda paranaense Charme Chulo apresenta algumas de suas canções de rock caipira e releituras de sucessos dos Titãs com Sérgio Britto, integrante do grupo paulistano.

Serviço

Tem Viola no Rock

Teatro da Caixa (R. Cons. Laurindo, 280), (41) 2118-5111. Dias 15 e 16, às 20 horas, e dia 17, às 19 horas. Últimos ingressos (apenas para o dia 15) à venda no local, de terça a sábado, das 12 às 20 horas, e domingo, das 16 às 19 horas. R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Sujeito à lotação.

Tião Carreiro também é rock. É o que pretende mostrar o violeiro paulistano Ricardo Vignini, curador do projeto Tem Viola no Rock, que acontece no Teatro da Caixa neste fim de semana, com bilheteria já esgotada para sábado e domingo. Os últimos ingressos, para a sexta-feira, serão vendidos hoje.

Para o músico, a viola caipira tem muito em comum com o gênero americano. "As origens do rock estão no blues, no country, gêneros que são música rural", compara o idealizador do projeto. "Sempre questionei o porquê de o nosso rock não reconhecer sua influência da música rural. Acho que o ponteado de um Tião Carreiro tem uma energia similar à do rock-and-roll", defende.

Vignini cita outros paralelos entre os dois universos, como a afinação "em sol aberto" usada pelo guitarrista do Rolling Stones, Keith Richards. É a mesma afinação que os violeiros chamam de "rio abaixo" – batizada assim, segundo se conta, por ser a afinação que o capeta usava ao descer o rio tocando viola e atraindo as mulheres. "É interessante esse tipo de paralelo", diz o músico.

Encontros

O violeiro toca em dois dos três shows do projeto. Na sexta, como integrante do grupo Matuto Moderno, que se apresenta com Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. O repertório inclui clássicos de grupos como o Led Zeppelin e músicas como "Kaiowas", do álbum Chaos A.D. (1993), que inaugurou os experimentos da banda mineira de metal com a música regional. A performance terá participação de Edson Fontes, do grupo Os Favoritos da Catira

No sábado, Vignini se junta a Zé Helder na dupla Moda de Rock, que divide o palco com Pepeu Gomes. Entre as músicas vertidas para a linguagem da viola está "Bilhete pra Didi", cuja gravação para o DVD da Moda de Rock pode ser conferida no YouTube. "Também vamos tocar ‘May This Be Love’, de Jimi Hendrix. É legal tocar algo de um mestre americano com um mestre brasileiro", elogia Vignini.

O terceiro show da série será uma parceria da banda Charme Chulo com Sérgio Britto, dos Titãs. A ideia é aplicar a proposta do projeto também ao rock oitentista. "A gente trouxe a viola caipira para o pós-punk", lembra o guitarrista Leandro Delmonico. "Faremos um show bem pop, relembrando as coisas do Britto nos Titãs e tentando mostrar que o próprio Charme Chulo foi influenciado pelo que eles fizeram nos anos 1980 – não só eles, como todo o resto da new wave", diz.

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