Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Audiovisual

Putz, é hoje!

Festival de cinema universitário começa hoje no Sesc da Esquina e segue até domingo, com 51 filmes selecionados e bate-papos que incluem o documentarista João Moreira Salles

Paulo Biscaia Filho fala sobre o cinema trash e seu primeiro longa-mentragem, Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos | Divulgação
Paulo Biscaia Filho fala sobre o cinema trash e seu primeiro longa-mentragem, Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos (Foto: Divulgação)

O 6º Putz – Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba começa hoje, no teatro Sesc da Esquina, com um bate-papo, às 14 horas, com Renato Pucci Junior, professor do Mestrado em Comunicação e Linguagens e do curso de graduação do Rádio e Televisão da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Ele é autor do livro Cinema Brasileiro Pós-Moderno: o Neon-Realismo (Sulina, 2009), que analisa a narrativa de filmes brasileiros realizados a partir dos anos 1980, em especial a "trilogia paulista da noite", formada por Cidade Oculta (dirigido por Francisco Botelho, em 1986), Anjos da Noite (de Wilson Barros, 1987) e A Dama do Cine Shangai (de Guilherme de Almeida Prado, 1988).

Às 19 horas, o Putz abre sua mostra oficial, que totaliza 51 filmes vídeos – número um pouco menor do que os dos anos anteriores. "Com o aumento da qualidade dos filmes selecionados, é normal que o padrão de seleção também aumente", justifica o jornalista Rafael Urban, um dos organizadores do festival.

Recorde

Isso não significa que a seleção não tenha sido disputada. O festival bateu seu próprio recorde no número de inscrições: 273 curtas-metragens, divididos em oito categorias – 101 ficções, 53 documentários, 40 experimentais/ arte, 21 videocliples, 16 obras trash, 22 publicitários, 8 institucionais e 12 reportagens.

Do total de inscritos, 130 são paranaenses, sendo que 24 foram selecionados. "Isso mostra que pelo menos o mesmo número de vídeos é produzido nas universidades. A produção acadêmica hoje é bem maior do que a profissional", diz Urban.

Amanhã, o bate-papo mistura cinema e artes visuais. O convidado é Marco Melo, historiador e proprietário da galeria de arte Casa da Imagem, fundada em 1991, em Curitiba. Antes de se dedicar às artes plásticas, Melo foi professor universitário e pesquisou a relação entre o cinema e a história.

No sábado (13), o Putz relembra sua origens trash – o festival começou como uma pequena mostra de vídeos produzidos de forma rudimentar pelos alunos de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2000. O cineasta e dramaturgo curitibano Paulo Biscaia Filho bate um papo sobre o cinema trash, tendo como ponto de partida seu primeiro longa-metragem, Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos, que recentemente ganhou o prêmio de melhor filme de horror no Swansea Bay Film Festival, no País de Gales.

O Putz fecha com classe mais uma edição com a presença do documentarista e criador da revista Piauí João Moreira Salles (Santiago), em um bate-papo aberto no domingo. "Ele não quer só falar de cinema", conta Urban.

Premiação

À noite, às 19 horas, chega o momento da premiação que, inspirada no Oscar, tem direito até mesmo às piadinhas feitas pelos apresentadores. O troféu é sempre uma surpresa: no ano passado, foi uma pomba-vodu de tecido. Mas a edição oferece, pela primeira vez, prêmios de valor em dinheiro: uma bolsa de R$ 6 mil para cursar um ano de cinema no Centro Europeu, concedida pela instituição, e um prêmio especial da 91 Rock para os vídeos inscritos disponibilizados no YouTube.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.