
O 6º Putz Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba começa hoje, no teatro Sesc da Esquina, com um bate-papo, às 14 horas, com Renato Pucci Junior, professor do Mestrado em Comunicação e Linguagens e do curso de graduação do Rádio e Televisão da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).
Ele é autor do livro Cinema Brasileiro Pós-Moderno: o Neon-Realismo (Sulina, 2009), que analisa a narrativa de filmes brasileiros realizados a partir dos anos 1980, em especial a "trilogia paulista da noite", formada por Cidade Oculta (dirigido por Francisco Botelho, em 1986), Anjos da Noite (de Wilson Barros, 1987) e A Dama do Cine Shangai (de Guilherme de Almeida Prado, 1988).
Às 19 horas, o Putz abre sua mostra oficial, que totaliza 51 filmes vídeos número um pouco menor do que os dos anos anteriores. "Com o aumento da qualidade dos filmes selecionados, é normal que o padrão de seleção também aumente", justifica o jornalista Rafael Urban, um dos organizadores do festival.
Recorde
Isso não significa que a seleção não tenha sido disputada. O festival bateu seu próprio recorde no número de inscrições: 273 curtas-metragens, divididos em oito categorias 101 ficções, 53 documentários, 40 experimentais/ arte, 21 videocliples, 16 obras trash, 22 publicitários, 8 institucionais e 12 reportagens.
Do total de inscritos, 130 são paranaenses, sendo que 24 foram selecionados. "Isso mostra que pelo menos o mesmo número de vídeos é produzido nas universidades. A produção acadêmica hoje é bem maior do que a profissional", diz Urban.
Amanhã, o bate-papo mistura cinema e artes visuais. O convidado é Marco Melo, historiador e proprietário da galeria de arte Casa da Imagem, fundada em 1991, em Curitiba. Antes de se dedicar às artes plásticas, Melo foi professor universitário e pesquisou a relação entre o cinema e a história.
No sábado (13), o Putz relembra sua origens trash o festival começou como uma pequena mostra de vídeos produzidos de forma rudimentar pelos alunos de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2000. O cineasta e dramaturgo curitibano Paulo Biscaia Filho bate um papo sobre o cinema trash, tendo como ponto de partida seu primeiro longa-metragem, Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos, que recentemente ganhou o prêmio de melhor filme de horror no Swansea Bay Film Festival, no País de Gales.
O Putz fecha com classe mais uma edição com a presença do documentarista e criador da revista Piauí João Moreira Salles (Santiago), em um bate-papo aberto no domingo. "Ele não quer só falar de cinema", conta Urban.
Premiação
À noite, às 19 horas, chega o momento da premiação que, inspirada no Oscar, tem direito até mesmo às piadinhas feitas pelos apresentadores. O troféu é sempre uma surpresa: no ano passado, foi uma pomba-vodu de tecido. Mas a edição oferece, pela primeira vez, prêmios de valor em dinheiro: uma bolsa de R$ 6 mil para cursar um ano de cinema no Centro Europeu, concedida pela instituição, e um prêmio especial da 91 Rock para os vídeos inscritos disponibilizados no YouTube.



