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Comunicação

Quem ouve, se importa

Há 20 anos, Carlos Magno Bittencourt poderia até ser acusado de pirataria. Isso porque o economista de 42 anos aguardava ansiosamente para ouvir no rádio as músicas que gostava, geralmente baladas e temas de novela, para gravá-las em fitas cassete no mesmo instante.

Hoje, Bittencourt ouve rádio no carro todos os dias. Durante a semana, notícias, para "sempre estar bem-informado". Aos sábados e domingos, a música ganha vez ao sintonizar a Mundo Livre. "Gosto das músicas, dos estilos. Além do que a locutora tem um vozerão que chama muito a atenção", explica.

O curitibano, que já participou de promoções da rádio Caiobá, no começo da década de 1980, hoje é um pouco mais reservado. Não troca figurinhas com as rádios que ouve, mas confessa: tem o telefone da Band News anotado no celular. "É ótimo para os motoristas. Eu tenho vontade de participar, mas nunca liguei", diz.

O escritor Otto Leopoldo Linck, morador de Curitiba há 20 anos, sempre ouviu rádio e o adotou como principal meio de comunicação pela flexibilidade que proporciona. "É algo que você pode fazer enquanto faz outra coisa. A televisão já exige exclusividade", justifica Linck, de 42 anos.

Pela seleção musical, o escritor escolheu a rádio Lúmen. Quando quer "saber o que está acontecendo na cidade", ouve a CBN. "Uno o útil ao agradável, dependendo do meu dia e de onde estou ouvindo. Se é no carro ou em casa", diz Linck, que já participou por telefone de alguns programas.

Já Naotake Fukushima só ouve notícias. Mas só até chegar o noticiário esportivo. "Quando tem notícia de futebol, eu mudo. Coloco na primeira estação de música que encontrar", revela o designer de 40 anos.

Fukushima começou a ouvir rádio há dez anos, quando trabalhava longe de sua residência e ficava tempo demais no carro. Hoje, faz do rádio um dos primeiros meios para ter a informação que deseja.

"Ouço o que está mais em evidência. Se há algo que quero aprofundar, recorro à internet", explica, deixando claro que são raras suas participações e que é exigente com quem as faz. "É difícil eu ligar ou mandar e-mail. Tenho ouvido as opiniões das pessoas e o tempo que elas têm é muito curto. Entendo que as rádios querem mostrar que têm audiência, mas essas opiniões de ouvintes quase sempre não têm qualidade".

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