
Passada a turbulência causada pela piada envolvendo o bebê de Wanessa Camargo que culminou com a sua destituição da bancada do CQC e a posterior saída da Band, em 2011 , Rafinha Bastos está de volta à emissora (foi convidado a reintegrar o elenco do jornalístico A Liga) e aos palcos neste fim de semana, apresenta em Ponta Grossa e Curitiba o seu novo espetáculo de stand-up comedy, Péssima Influência. Sem falar no cinema, como um veterinário no recém-lançado Mato sem Cachorro, de Pedro Amorim, e no documentário O Banquete, Comendo o Stand Brasileiro, do humorista ponta-grossense Fábio Silvestre, em fase de pós-produção.
E garante que não está mais "light". Ao contrário, como o próprio nome do espetáculo indica, em Péssima Influência o comediante gaúcho estaria ainda mais ácido. "Eu estava há dois anos longe dos palcos, e recentemente o The New York Times me considerou a pessoa mais influente do mundo no Twitter. Não sou uma influência muito boa, e o nome surgiu daí", explicou Rafinha, em entrevista coletiva. "O novo show é umas 15 vezes melhor do que o outro [A Arte do Insulto]. Eu amadureci como comediante e também no texto."
Ele falou ainda da reaproximação com a Band: "Eu nunca briguei com ninguém lá... o bicho pegou, eu fui afastado, mas sempre tive uma boa relação", afirmou. "No ano passado nós sentamos e conversamos, eles sugeriram que a gente tentasse de novo, começando do zero. Eu achei que agora era a hora certa, em um programa de que eu gosto muito [A Liga], e aceitei."
Pioneiro da comédia stand-up no Brasil (A Arte do Insulto foi o primeiro espetáculo solo do gênero no país), Rafinha Bastos integra a OVO Produções, produtora recém-lançada por Fábio Silvestre, especializada no estilo. Ela está por trás tanto do espetáculo quanto do documentário O Banquete. "Para mim é um orgulho participar da primeira produção do Fábio, estou muito feliz por fazer parte disso", ressaltou Rafinha.
Por fim, o comediante falou da importância de Curitiba para o mercado brasileiro de stand-up comedy. "Curitiba foi a primeira cidade onde eu fiz temporada do meu espetáculo fora de São Paulo", lembra. "Mas, antes disso, a cidade já abria espaço para o humor, com o Cabaré do [extinto bar] Era Só O Que Faltava... toda essa turma que hoje está na televisão passou por lá. Hoje todo comediante vai para Curitiba e faz sessões gigantescas, tem o Risorama no Festival de Teatro, enfim, a cidade tem uma presença muito forte, e é um dos lugares onde eu mais gosto de me apresentar."



