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Televisão

RAI recebe críticas por exibir "Brokeback Mountain" com cortes

Homossexuais e defensores da liberdade de expressão criticaram a emissora estatal italiana RAI por cortar as cenas mais explícitas do filme "O Segredo de Brokeback Mountain".

O filme, que recebeu três Oscar em 2006, conta a história do amor homossexual de dois caubóis ao longo dos anos, enquanto ambos estão casados e têm filhos.

A versão exibida pela emissora italiana na noite de segunda-feira, que começou às 22h45, não inclui cenas em que os dois caubóis, representados por Jake Gyllenhaal e o falecido Heath Ledger, primeiro fazem amor numa barraca e depois, em outra cena, se beijam.

"Será que ela achou que um público adulto não suportaria ver beijos e cenas de amor efusivo entre dois homens?", indagou Auerilio Mancuso, diretor do maior grupo italiano de defesa dos gays, Arcigay, segundo o diário La Repubblica.

Mancuso disse que pedirá a uma comissão parlamentar que supervisiona a RAI que investigasse o assunto.

A RAI declarou que não foi um caso de censura, mas um problema organizacional interno.

Segundo a emissora, o plano original era apresentar a versão cortada no horário nobre, quando as transmissões são sujeitas à censura porque pode haver crianças assistindo. Mas o filme foi transferido para um horário mais tarde, e técnicos da emissora teriam se esquecido de apresentar a versão sem cortes.

Críticos disseram que um filme com cenas de dois heterossexuais se beijando não teria sido sujeito a cortes, mesmo no horário nobre.

A RAI disse que uma versão completa de "Brokeback Mountain", dirigido por Ang Lee, será exibida em algum horário no fim da noite em algum momento próximo.

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