Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo

Rua Mateus Leme, 236

Osni começou penteando a ex-mulher

Juvenal não estava, mas Osni deu conta do recado: “Pode fotografar, barbeiros estão em extinção. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Juvenal não estava, mas Osni deu conta do recado: “Pode fotografar, barbeiros estão em extinção. (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Juvenal Nones, proprietário da barbearia Cordobes, no São Francisco, não estava em sua loja na tarde da última terça-feira (4).

Comecei penteando minha ex-mulher, que gostava de se arrumar antes da gente sair para dançar. Fiz o curso para agradar ela. A gente se separou e eu ganhei uma profissão.

Osni Ribeiro, barbeiro.

Lidando há alguns anos com problemas de saúde, o barbeiro com mais de cinquenta anos de profissão tirou a tarde para descansar. Justo. No seu lugar, de navalhete na mão, estava o colega Osni Ribeiro. “Pode fotografar. Barbeiros são uma espécie em extinção. Tem que chamar o Ibama para nos proteger”, brincou.

Ribeiro tem uma trajetória diferente de seus colegas de tesoura. “Comecei penteando minha ex-mulher, que gostava de se arrumar antes da gente sair para dançar. Fiz o curso para agradar ela. A gente se separou e eu ganhei uma profissão”, conta. Ele chegou a estudar na Espanha e em São Paulo com o badalado hair stylist (argh!) Celso Kimura. Mas conseguiu guarida mesmo na barbearia do Juvenal, com suas cadeiras da marca Ferrante e uma garrafa térmica mateira com água morna para dissolver o creme de barbear. “O que ele fez por mim nem um pai faz”, disse, de navalha na mão.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.