
É muito original a premissa de Ruby Sparks: a Namorada Perfeita, novo longa-metragem da dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris, diretores da premiada comédia Pequena Miss Sunshine, que estreia hoje nos cinemas de Curitiba.
Calvin (Paul Dano, de Sangue Negro) é um jovem escritor que alcançou enorme sucesso e reconhecimento da crítica no início da carreira, mas agora enfrenta uma grave crise criativa, intimamente relacionada ao fracasso de sua vida amorosa.
Da noite para o dia, ele consegue criar uma personagem feminina que o inspira e nele desencadeia um surto criativo. O problema é que Ruby, que nasce de sua imaginação e primeiro ganha vida apenas nas páginas por ele datilografadas em uma velha máquina de escrever portátil, um dia surge sentada no sofá de sua sala, já na condição de sua namorada na vida real. Sem qualquer explicação, a não ser a dada pelo próprio livro.
Dayton e Faris conseguem fazer desse novo longa um filme que diverte bastante sem resvalar na banalidade. O roteiro, bastante original, dessa vez é assinado por Zoe Kazan, atriz que vive a personagem-título e neta do cineasta Elia Kazan (de Sindicato de Ladrões).
Em tempos nos quais nove entre dez comédias norte-americanas apostam na trinca escatologia, sexo e besteirol, Ruby Sparks: a Namorada Perfeita faz rir e pensar ao mesmo tempo. GGG1/2
Classificações: GGGGG Excelente. GGGG Muito bom. GGG Bom. GG Regular. G Fraco. 1/2 Intermediário. N/A Não avaliado.



