
Londres - A capital inglesa amanheceu agitada ontem, quando aconteceu a estreia mundial no novo episódio da cinessérie estrelada pelo personagem de J.K. Rowling, Harry Potter e o Enigma do Príncipe.
O filme toma de assalto os cinemas do mundo todo na próxima quarta-feira (15), depois de ter o lançamento adiado no fim de 2008 por causa de ajustes que os produtores julgavam necessários. O atraso criou mais burburinho e os fãs não veem a hora de conferir nas telas cenas que se tornaram antológicas antes mesmo de terem sido filmadas, como o beijo entre Harry e Ginny e a morte de um dos personagens mais importantes da trama.
Em vez de valorizar o enigma do tal Príncipe Mestiço, o novo filme se concentra mais no clima de High School Musical que Hogwarts ganha ao receber de volta adolescentes às voltas com adversários poderosos: os hormônios.
A imprensa que assistiu ao filme no fim de semana passado saiu do cinema achando o novo longa-metragem pouco enigmático (apesar do título). O diretor David Yates diluiu a tensão criada pelo mistério da identidade do Príncipe e pelos ataques dos Comensais da Morte a Hogwarts e priorizou as descobertas do amor pelos alunos da escola.
Yates e o roteirista Steve Kloves (que assinou os quatro primeiros filmes da franquia, mas não o quinto) gastaram boa parte dos US$ 200 milhões do orçamento e mais de duas horas e meia de filme para revelar o primeiro beijo de Ron em Lavender Brown (a jovem Jessie Cave), a primeira crise de ciúme de Hermione (que descobre que gosta mesmo é de Rony) e o despertar do desejo de Harry por Ginny (Bonnie Wright), irmã caçula de Rony.
Bastidores
A ala veterana do elenco, que inclui Jim Broadbent e Michael Gambon, diz ter aprendido e se divertido muito com os jovens. O professor Horace Slughorn (Broadbent) serve de ponto crucial na busca de informações sobre a origem de Voldemort. Já Gambon empresta sua eloquência ao mestre Dumbledore, que, neste episódio, passa o bastão e as responsabilidades para Harry Potter.



