Vitória Rocha (Cláudia Abreu) era a misteriosa filha de Bia Falcão (Fernanda Montenegro) com o turco Murat Güney (Lima Duarte), um dos grandes mistérios deixados por Silvio de Abreu para o 209º e último capítulo de sua saga multinacional. A vilã era mesmo Bia Falcão, movida por uma ambição desmedida de ter a fábrica de lingerie só para ela. O crime compensou porque ela terminou a novela muito bem instalada em Paris nos braços de Mateus Güney, o jovem cafetão roubado de sua melhor amiga, Ornela Sabatini(Vera Holtz).
Bia deixou três defuntos para trás, seu instrumento de vingança contra a neta Julia Assumpção (Glória Pires), André Santana (Marcello Antony),baleado no penúltimo capítulo por Bia ao ver frustrado o plano dela de seqüestrar a bisneta Sabina Rocha Assumpção (Marina Barbosa), seu advogado Fernando Medeiros (Italo Rossi) e a cúmplice dos dois infiltrada na Belíssima, Ivete Barroso (a capa de Playboy Angelita Feijó).
Apesar da fuga da vilã e da morte de André, todo mundo terminou feliz como mandam as regras do folhetim. Silvio de Abreu deixou o moralismo de lado e consagrou dois casais gays. Depois de sofrer horrores nas mãos dos homens, Rebecca (Carolina Ferraz) encontra a felicidade a bordo de um iate num brinde de champanhe com a ex-sócia Karen (Monica Torres) e Gigi Falcão (Pedro Paulo Rangel) arranja um contra regra sarado.
Ao escolher Vitória como a filha rejeitada de Bia, o autor criou uma teia de parentescos de fundir os neurônios. Vitória era tia do marido, Pedro. A filha dos dois, Sabina, era neta e bisneta de Bia. Vitória é também tia de sua amiga Júlia e irmã de toda a filharada de Murad. A perseguição da própria filha pela vilã deu o toque de tragédia grega que Silvio de Abreu prometera. O incesto também, apesar de mencionado muito ligeiramente. Nem vai dar tempo de criar polêmica...



