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TEATRO

Artistas saíram de Curitiba para integrar o musical “Wicked” em São Paulo

Giovanna Moreira vive a irmã mais nova da protagonista Elphaba

Ao centro, Giovanna em ensaios de “Wicked”. | Marcos  Mesquita/Divulgação
Ao centro, Giovanna em ensaios de “Wicked”. (Foto: Marcos Mesquita/Divulgação)

Duas artistas que tiveram sua formação em Curitiba integram o elenco do musical “Wicked”, que estreia dia 4 de março e fica em cartaz até 31 de julho em São Paulo, no Teatro Renault.

Baseado no livro de Gregory Maguire, o musical estreou na Broadway em 2003 e levou um Grammy e três Tony (o “Oscar” do teatro norte-americano). A história conta a história do “Mágico de Oz” sob o ponto de vista das bruxas, falando de seu passado antes de Dorothy chegar na terra encantada.

Na versão brasileira, a paranaense Giovanna Moreira interpreta Nessarose, a irmã mais nova da bruxa Elphaba, a protagonsita. Giovanna participou anteriormente dos espetáculos “O Mágico de Oz”, de Charles Möeller e Cláudio Botelho, “Shrek, O Musical” e “Mudança de Hábito”. Já são sete anos que ela se dedica ao teatro musical, frequentando workshops e cursos na área e aprofundando os estudou de balé, jazz, sapateado e canto.

Veja abaixo uma entrevista com ela:

Como foi sua seleção para o musical?

O processo de seleção para esse musical foi definitivamente o mais difícil do qual já participei. As audições duraram aproximadamente dois meses e tiveram várias fases – primeiramente para a banca brasileira e depois para os gringos. Apresentei o material da personagem Nessarose (cenas e música) desde o primeiro teste e procurei me aprofundar e melhorar a cada fase que ia fazendo, de acordo com as direções que recebia. Fiz seis testes antes de conseguir o papel. Foi trabalhoso, mas valeu muito a pena.

Qual a intensidade dos ensaios?

Essa é geralmente a parte mais cansativa e intensa do processo. Como temos apenas dois meses para aprender a peça inteira (decorar texto, música, coreografias, marcações de palco, apontamentos dos diretores), ensaiamos seis vezes por semana, numa carga horária que varia de oito a dez horas por dia. É um período que exige muita disciplina e foco – é preciso cuidar do instrumento de trabalho, que é o seu corpo e sua voz. Em época de ensaios eu basicamente só como e durmo!

Que habilidades você tem desenvolvido nesse projeto?

Esse espetáculo tem sido diferente pra mim: interpreto uma cadeirante, então estou tendo que aprender a manusear uma cadeira de rodas. No começo achei que seria mais difícil – tenho duas cadeiras, uma para o primeiro ato e outra para o segundo – e ambas são muito grandes. Apesar de elas serem um pouco pesadas (e de eu ter braços pequenos!), já aprendi a manobrá-las. A parte em que estou tendo dificuldade é ficar sem mexer as pernas – tem um momento em que tenho que levar um susto em cena, e é difícil fazer isso sem movimentar o corpo inteiro. Além disso, também tenho partes pesadas e dramáticas cênica e vocalmente, então estou focando muito nas aulas de canto e de teatro.

Quais são seus projetos futuros?

Por enquanto, estou focada apenas no “Wicked”; depois, planejo me preparar para as audições dos próximos musicais que vierem ao Brasil. Mas também quero explorar novas áreas: tenho interesse em fazer televisão e cinema e já estou investindo em cursos na área. Também escrevo, e em algum momento gostarei de trabalhar em algo autoral; mas isso só mais pra frente.

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