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Entrevista

“Turnê foi tão bem que preferi curtir”, diz Nando Reis sobre o Luau MTV

Show baseado no DVD que foi lançado em maio de 2007 chega mais uma vez a Curitiba. Cantor diz que já tem um álbum completo, mas preferiu seguir com as apresentações do mesmo trabalho

Nando Reis traz o show "Lual MTV" a Curitiba nesta sexta | Divulgação
Nando Reis traz o show "Lual MTV" a Curitiba nesta sexta (Foto: Divulgação)

Já faz mais de um ano que Nando Reis percorre o país ao lado da banda Os Infernais com o show do "Luau MTV", lançado em maio de 2007. Nesta sexta-feira (8), o cantor chega novamente a Curitiba para apresentar o mesmo show na Hellooch. Apesar da longa turnê, o cantor afirmou em entrevista à Gazeta do Povo que o show ainda tem fôlego para perdurar até o fim deste ano. "Eu sempre mudo o repertório na hora. Cada show acaba sendo diferente um do outro", disse ele. "Já tenho um disco pronto há algum tempo, mas a turnê foi tão bem que eu preferi curtir", completou.

Nando Reis deixou de trabalhar com os Titãs em 2001, e quando seguiu em carreira solo, continuou atrelado a uma banda. "O trabalho que eu faço com Os Infernais é parecido com o dos Titãs", disse ele. Apesar de voar solo, o compositor disse que gosta de tocar sempre com os mesmos músicos que o acompanham. "Subir ao palco e ter a cumplicidade que a gente tem não é uma coisa que você adquire sem o passar do tempo", confessou.

O compositor, que já trabalha há mais de 25 anos no meio musical, tenta não ser nostálgico. "Eu vivo o que está acontecendo, procuro fazer o melhor e curtir ao máximo", disse. No entanto, Nando Reis vive para a sua música, e não acompanha o cenário atual e os músicos da nova geração. "Não estou muito ligado", contou.

Com relação aos novos projetos, Nando Reis deve compor ao lado de Erasmo Carlos para o seu novo trabalho. "Esperei muito tempo por isso", disse ele, que deve ainda lançar um disco de inéditas no primeiro semestre de 2009.

Confira a entrevista na íntegra:

O show do CD e DVD "Luau MTV" já passou anteriormente por Curitiba, e a última vez foi no ano passado quando você veio à cidade para um festival. Há algum diferencial para a apresentação desta sexta-feira?

Eu sempre mudo o repertório em geral na hora do show. O show está diferente.

Você não segue um repertório fixo?

Não. É claro que tem um corpo estruturado, mas há variações. Todo show acaba sendo diferente um do outro.

Por que ainda este show? O Luau MTV rende mais de um ano de turnê?

É, o show vai até o final do ano.

Qual será o repertório do show?

Não tenho idéia, nem adianta eu falar porque realmente não sei (risos).

O clima do DVD, que foi gravado em uma praia, em nada lembra o cenário das casas de show por onde o show tem passado no último ano. É possível criar este mesmo clima informal nas apresentações ou fica faltando alguma coisa?

A gente cria qualquer coisa. Se precisar inventar o barulho do mar, a gente faz.

As músicas que figuram no repertório do Luau MTV são as mesmas já ouvidas em trabalhos anteriores. Há alguma previsão para o lançamento de um álbum de inéditas?

Tenho. Eu começo a ensaiar em outubro e gravo em janeiro. Então no primeiro semestre do ano que vem está pronto, vai ter um disco novo por aí.

Você está desde 2006 – ano do lançamento de "Sim e Não" -, sem nenhum trabalho de músicas inéditas. Você acha que este tempo é necessário para que o processo criativo deixe de ser repetitivo?

Não acho que haja uma regra. Tem muitas coisas que a gente considera de acordo com a demanda que o show permite, do sucesso que ele faz, do barato que ele está. E também depende do próprio mercado, que está bem menos aquecido do que já foi. Então, é preciso considerar todas as variáveis e também o próprio ritmo do artista. Eu tenho muitas músicas inéditas, já tenho um disco pronto há algum tempo. Mas a turnê foi indo tão bem que eu preferi curtir.

Você é um veterano do rock, e como você mesmo disse, o mercado mudou bastante de um tempo para cá. É difícil se manter na música no cenário atual? Tem alguma coisa que tinha antes e da qual você sente falta?

É claro que um mercado mais aquecido, com as pessoas comprando mais CD, era diferente. Mas mudou tudo, mudou a forma de aquisição. Eu na verdade prefiro não ser nostálgico. Eu vivo o que está acontecendo, procuro fazer o melhor e curtir ao máximo.

Você deixou de trabalhar ao lado dos Titãs em após a gravação do CD "A melhor banda de todos os tempos da última semana", em 2001. No entanto, ingressou no trabalho solo ao lado dos Infernais. Você tem esta necessidade de trabalhar ao lado dos mesmos músicos, integrando de certa forma uma banda ao invés de um trabalho totalmente solo onde a troca da banda que o acompanha em turnês poderia ser mais freqüente?

Eu gosto, eu adoro a idéia de ter uma banda. Nesse sentido é parecido o trabalho que eu faço com Os Infernais e com os Titãs. Subir ao palco e ter a cumplicidade que a gente tem não é uma coisa que você adquire sem o passar do tempo.

Você acha que o seu trabalho no palco não seria do mesmo nível se fosse totalmente solo?

Eu acho que seria diferente, mas eu gosto assim.

Você já trabalhou por mais de 25 anos de trabalho no cenário musical brasileiro. Como você avalia cenário do rock nacional atual?

Tem muita gente fazendo coisa nova. Eu acho que deve estar legal.

Há algum que você admira e acompanha?

Não, eu não estou muito ligado.

Você já trabalhou com os mais variados nomes, e escreveu composições para outros artistas. Qual dos seus lados você considera mais forte – compositor ou cantor?

O show é o melhor lugar porque junta tudo. Tem as músicas que eu faço, o que eu gosto de tocar e cantar, e a banda. Então o que eu mais gosto é o show.

Você largaria os palcos para seguir apenas a composição?

De jeito nenhum.

Há algum artista com quem você não trabalhou, mas gostaria de trabalhar?

São tantos.

Tem algum que você poderia citar?

Um com quem eu estou trabalhando agora e que eu esperei muito tempo por isso é o Erasmo Carlos.

Qual é o projeto?

Ele está gravando um disco e eu vou compor com ele.

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