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U2 homenageia crianças do Rio e emociona público

Bono trouxe de volta ao setlist a versão acústica de “Stuck In a Moment” | Reuters
Bono trouxe de volta ao setlist a versão acústica de “Stuck In a Moment” (Foto: Reuters)

São Paulo - Não é à toa que o U2 acaba de conquistar, depois do segundo show da banda em São Paulo no último domingo (10), o título de turnê mais bem-sucedida da história – recorde que pertenceu anteriormente aos Rolling Stones. O palco projetado para uma boa visualização em 360º – o maior já produzido para um espetáculo, com uma estrutura de 50 metros de altura – impressiona já nos primeiros passos dentro do estádio do Morumbi.

Acompanhar a primeira noite da banda no Brasil, no sábado (9), ao lado de mais de 80 mil fãs, foi uma experiência incrível. Ao começar pela fila, que já nas primeiras horas da manhã dava voltas ao redor do estádio. Nem o sol de rachar atrapalhou aqueles que permaneceram nas calçadas, sentados no chão, sem nenhuma cobertura, e aguardaram com muita expectativa até às 15h30, quando os portões foram abertos para a entrada do público. Depois de muitas horas, a espera ainda não estava nem perto do fim – apenas às 20 horas é que a banda de abertura, os ingleses do Muse, começou a entoar os primeiros acordes.

O tempo aberto virou, e após a terceira música, o Muse começou a tocar debaixo de chuva. Lembra-se das apresentações em que o público tem de sofrer nos grandes temporais, e os músicos não chegam perto de uma gota de chuva? Pois, nesse caso específico, a sorte virou. O palco não tem cobertura, e o trio Muse continuou a tocar seu set, sem perder a energia. A bateria, guitarras, baixo, piano, microfones – tudo estava abaixo de chuva. Uma surpresa que deixou o show ainda mais emocionante.

No fim das contas, a espera era, pelo U2, que começou sua apresentação por volta das 21h40. E foi aí que o palco realmente começou a esboçar sua força total. É um aparato extremamente sofisticado de som, luzes, um painel de LED redondo com o diâmetro do próprio palco, sem contar na própria banda, que parece não perder sua energia, mesmo depois de 35 anos de carreira. Para quem estava na pequena área entre o palco principal e a passarela, a impressão era de estar totalmente imerso neste universo criado pela banda irlandesa.

Duas passarelas passam sobre o público, que tem a chance de estar a uma distância mínima de seus ídolos. Não só Bono, mas também o guitarrista The Edge, o baixista Adam Clayton e o baterista Larry Mullen Jr., participam totalmente da ação. E com um repertório cheio de momentos emocionantes, é difícil encontrar um defeito nesta grande produção.

Foram muitos os pontos altos: uma versão acústica de "Stuck in a Moment", um trecho também acústico de "Help", dos Beatles, as conhecidíssimas do público "Beautiful Day" e "Elevation", a clássica "With or Without You", sem contar a homenagem de Bono Vox às crianças que morreram na tragédia da Escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro. "Este tem sido um momento difícil para o Brasil", disse o vocalista ao pedir para o público acender celulares e isqueiros ao redor do estádio, momentos antes de cantar a última música, "Moment of Surrender", quase 2h30 depois do início do show. "É uma violência indiscriminada, de partir o coração. Se você tem filhos, você pensa sobre isso. Tentamos explicar o inexplicável e o inaceitável", diz o músico. Inesquecível.

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