
O Coro da Camerata Antiqua de Curitiba apresenta neste domingo, às 18 horas, na Capela Santa Maria, o Réquiem Alemão, de Brahms (1833-1897) uma das obras mais importantes do repertório de coral. O grupo vai tocar a versão camerística, escrita pelo próprio compositor, para dois pianos tocados por Clenice Ortigara e pela convidada Carmen Fregoneze e coro reduzido, com os solistas Luciana Melamed (soprano) e Norbert Steidl (barítono).
É a segunda vez que o Coro da Camerata apresenta a obra. De acordo com a diretora musical e regente do grupo, Helma Haller, trata-se de uma peça tocada com pouca frequência no Brasil por sua dificuldade técnica. A versão para dois pianos, que substituem a orquestra romântica para a qual Brahms originalmente escreveu a obra, também é menos conhecida. "É realmente uma obra que apresenta poucas oportunidades para [o público] ouvir", diz Helma.
Destaque
A regente explica que o arranjo para pianos acaba destacando o coro na obra este que, diferentemente de outras peças do gênero do oratório de sua época, prevalece com mais partes do que os solistas. "Nessa versão, a mensagem da palavra e a trama interna da linha do coro ganham um interesse maior", diz.
O destaque para as vozes sublinha o texto da peça, um dos elementos que fizeram deste réquiem, que tem sete movimentos, inovador quando foi escrito, em 1868. A obra consagrou o músico alemão como compositor.
"É uma expressão da fé protestante ao mesmo tempo muito particular e independente", diz Helma. "Brahms não usa o texto tradicional do réquiem baseado na liturgia católica uma prece pelos que morreram. Ele escreve um réquiem para os vivos, que pretende irradiar alegria e conforto", explica.







