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Cinema

Uma mulher dividida em duas

A inglesa Kate Winslet protagoniza dois filmes com chances de lhe dar o Oscar, Revolutionary Road e The Reader

Em The Reader, Kate vive uma condutora de bondes que vive um caso de amor com um adolescente (David Kross) | Fotos: Divulgação
Em The Reader, Kate vive uma condutora de bondes que vive um caso de amor com um adolescente (David Kross) (Foto: Fotos: Divulgação)
Leonardo DiCaprio e Kate Winslet se reencontram em Revolutionary Road |

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Leonardo DiCaprio e Kate Winslet se reencontram em Revolutionary Road

Mais lembrada pelo grande público como Rose, a protagonista de Titanic, maior bilheteria do cinema mundial de todos os tempos, a inglesa Kate Winslet é uma estrela de primeira grandeza. Além de um das mais talentosas e versáteis atrizes de sua geração. Aos 33 anos, já foi indicada ao Oscar cinco vezes e, em 2009, tem chances concretas de levar o prêmio por dois filmes, ainda inéditos no Brasil: Revolutionary Road e The Reader.

Kate, no entanto, também é conhecida por ser um tanto avessa ao glamour 24 horas de Hollywood, preferindo morar num loft em Nova Iorque, ao lado do marido, o cineasta Sam Mendes, britânico como ela, e os dois filhos, Mia, de 8 anos, e Joe, de 5. Fuma longe das crianças, mas faz questão de levá-las à escola, ainda que tenha de enfrentar os intimidadores olhares de outras mães, que, segundo Kate, não se sentem muito à vontade diante de sua celebridade inequívoca. Afinal, gostem ou não os críticos, Titanic é o "filme-ícone" de toda uma geração de mulheres românticas que não querem ver sua heroína Rose de óculos escuros, casacão, cheirando a cigarro e de mau-humor. Malefícios da vida real.

Em Revolutionary Road, ainda sem título em português e com estréia nacional marcada para 30 de janeiro, Kate Winslet volta a contracenar com Leonardo DiCaprio, seu par romântico em Titanic. Apenas esse reencontro já deve garantir à produção muita atenção da mídia quando o longa for lançado nos Estados Unidos, na semana do Natal. É enorme a expectativa em torno do filme, baseado no livro homônimo de Richard Yates, não lançado por aqui. Mas é bom alertar: não se trata exatamente de uma love story arrebatadora;

Sob a direção de seu marido, o diretor de cinema e teatro Sam Mendes (vencedor do Oscar por Beleza Americana), Kate vive o papel de April Whealer, dona de casa dos anos 1950 que tenta fingir para si mesma que é feliz ao lado de Frank (DiCaprio), também frustrado com uma carreira entediante de burocrata. Ela sonhava em ser atriz, mas tem de se contentar com um cotidiano sem maiores surpresas num subúrbio em Connecticut.

Tudo muda quando o casal, disposto a levar uma vida mais intensa e encarar novas emoções, resolve emigrar para a França, onde seu casamento é colocado em jogo.

As poucas críticas a Revolutionary Road já publicadas são bem favoráveis. Todd McCarthy, da Variety, escreve que "Revolutionary Road é uma ótima adaptação de um destacado romance norte-americano – fiel, inteligente e admiravelmente bem filmado." O comentário também ressalta a atuação de Kate.

A Bela da Tarde

Em entrevista à edição de novembro da revista Vanity Fair , Kate diz, com todas letras e a quem quiser ouvir, que deseja ganhar o Oscar, sim. E, se for neste ano, melhor ainda. Ilustrando a reportagem, Kate aparece sensual e alguns quilos mais magra em um ensaio inspirado no clássico de Luis Buñuel, A Bela da Tarde, estrelado pela francesa Catherine Deneuve.

A maior rival de Kate, no momento, parece ser ela mesma. O outro filme estrelado por ela que será lançado ainda em 2008 nos EUA é The Reader, de Stephen Daldry (de As Horas). A atriz substituiu Nicole Kidman no papel da alemã Hanna Schmitz, uma condutora de bonde elétrico antes da Segunda Guerra Mundial, que vive uma breve porém intensa história de amor proibida com Michael Berg (David Kross), adolescente muito mais jovem do que ela. Oito anos mais tarde, ela é levada a júri por ter servido como guarda em um campo de concentração nazista. Na meia-idade, Michael é interpretado pelo galês Ralph Fiennes, de O Jardineiro Fiel e O Paciente Inglês.

Muitos apostam que o papel de Hanna, bastante complexo e polêmico, dará a Kate uma indicação ao Oscar, talvez como melhor atriz coadjuvante, já que os produtores de The Reader, que tem estréia no Brasil prevista para 22 de fevereiro, não querem prejudicar as chances da estrela inglesa ser também finalista na categoria principal por Revolutionary Road. Kirk Honeycutt, da The Hollywood Reporter, escreve em seu comentário sobre o filme de Daldry que a atuação de Kate é "intensa e corajosa". Parece não estar falando apenas da personagem.

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