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Inauguração

Universo geométrico sem limites

Obras de artistas construtivistas e neoconstrutivistas estarão na mostra Cor e Forma III, que abre hoje na Simões de Assis Galeria de Arte

“Couronnes”, obra do artista uruguaio Carmelo Arden Quin, em óleo sobre cartão recortado | Reprodução
“Couronnes”, obra do artista uruguaio Carmelo Arden Quin, em óleo sobre cartão recortado (Foto: Reprodução)

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Dois dos maiores representantes da arte brasileira – Cícero Dias e o ítalo-brasileiro Alfredo Volpi – além de nomes como Gonçalo Ivo, Paulo Pasta e Antonio Dias, todos representantes da arte abstrata, estarão na mostra Cor e Forma III, que será inaugurada hoje, às 19 horas, na Simões de Assis Galeria de Arte, com 50 obras que tomarão os dois andares do espaço (veja o serviço completo da exposição no Guia Gazeta do Povo). A grande novidade, entretanto, é a exposição de quadros do uruguaio Carmelo Arden Quin, inéditos na galeria. O artista, morto em 2010 em Paris, foi fundador do Madí, em 1946, um dos movimentos mais representativos nas artes visuais latinoamericanas, que teve como principal premissa a valorização das formas geométricas e a expansão de todas as possibilidades artísticas.

Segundo o marchand da galeria, Waldir Simões de Assis, a exposição é uma oportunidade rara de ver as obras de Arden Quin em uma galeria comercial, já que, de acordo com ele, o artista costumava ter seu trabalho mais divulgado em bienais de arte, além de estar em acervos de grandes museus do mundo, como o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). "Procurei trazer coisas importantes, que marcaram o início do Madí", explica Assis. As obras vieram diretamente de Paris, onde o artista vivia.

Na mostra, também é imperdível a exposição de dois trabalhos do mestre modernista Cícero Dias, cujas obras representaram o Brasil na Exposição Universal de Bruxelas – sala especial, em 1958, que fazem parte do acervo da galeria. As obras de Alfredo Volpi, que, no ano passado, teve o quadro "Bandeirinhas Estruturadas" vendido em um leilão na Christie’s por R$ 1,5 milhão, um recorde para os seus trabalhos, são do começo da década de 1960, quando a sua importância e seu papel essencial para a segunda fase do modernismo brasileiro (1930-1945) estavam mais do que reconhecidos.

Processo

O marchand conta que a organização da exposição levou cerca de um ano. A primeira edição de Cor e Forma foi realizada em 1985 com a reunião de obras de Volpi, Arcangelo Ianelli, Hércules Barsotti e Tomie Ohtake. "Tive uma relação muito forte com esses artistas, que dialogavam dentro desse mesmo conceito que proponho até hoje."

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