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"Vou atrás da plateia curitibana em 'Romance'", diz Marisa Orth

A atriz e cantora Marisa Orth e banda do espetáculo "Romance - Volume II" | Divulgação
A atriz e cantora Marisa Orth e banda do espetáculo "Romance - Volume II" (Foto: Divulgação)
A cantora e atriz Marisa Orth |

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A cantora e atriz Marisa Orth

Quem gosta das músicas de Erasmo Carlos, Rita Lee e Tim Maia pode preparar o gogó para cantar e se divertir, pois a atriz e cantora Marisa Orth retorna à capital paranaense, dia 13 de agosto, com o show Romance – Vol. II para interpretar sucessos dos artistas citados, entre outros. E para o público curitibano, Marisa avisa que quer a participação da plateia. "Nem adianta comprar ingresso a partir da fileira 15, porque minhas pernas são grandes e eu vou atrás das pessoas." Ou seja, vá preparado para os holofotes!

Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, Marisa Orth disse que seu show musical terá canções que falam sobre o amor, e entre uma taça de vinho e outra, contará com pequenos textos e a participação de alguns curitibanos presentes. "Já quero deixar avisado que será muito divertido", afirma.

Além do tema que norteia o musical, o romance, a taça de vinho e a improvisação com a plateia, outro detalhe que deve chamar a atenção será o figurino da artista. Ela começa vestida com blazers comportados e termina com um vestido longo com fendas, que revelam suas famosas pernas.

Com sua banda, Marisa Orth interpreta ao vivo sucessos nacionais e internacionais, como "Minha Fama de Mau", "Fruto Proibido" e "I’m Not In Love", entre outras. No palco, ela é acompanhada pelos músicos Marcos Camarano (guitarra), Alê Prade (teclados), Paulo Bira (baixo), Carneiro Sândalo (bateria) e Hugo Hori (sopros).

Leia a seguir a entrevista na íntegra com Marisa Orth:

Você já se apresentou com o espetáculo "Romance" durante o Festival de Curitiba 2009. Agora, você retorna com o "Volume II". Qual é a diferença desta atual montagem? Isso mesmo. Bem, na verdade é o mesmo show. Coloquei o "Volume II" só para dar uma incrementada. Talvez no terceiro volume a gente mude o repertório.

E por que você escolheu músicas românticas para cantar?São músicas que falam de amor e que relembram situações da minha vida.

Qual música você mais gosta de cantar no palco? Por quê?Ah, não gostaria de escolher apenas uma. Gosto de todas as canções porque elas relembram diversos momentos. Há canções que escrevi nos anos 1980, na época da banda Luni e Vexame. Mas, admito que gosto muito de "Insanidade Temporária", que até tem clipe na internet.

Que é inspirado em "Volver"?Isso mesmo. Além de "Chicago", que ninguém lembra, que é a cena da cadeia.

Ah, é verdade. Ficou muito bom.Sim! Deu um ‘trabalhão’ para fazer aquilo, mas ficou ótimo! Na verdade, eu gosto de cantar uma música seguida da outra. Gosto desta coisa de começo, meio e fim. Algo que usamos na dramaturgia.

E nesta apresentação, você vai intercalar canções com textos sobre amor e conversar com a plateia?Claro, sempre há espaço para isso. Avisa para todo mundo que vou descer do palco e falar com o povo das primeiras filas. O Teatro Positivo é gigante! Espero que não fique buraco na frente. E nem adianta comprar a partir da fileira 15, porque minhas pernas são grandes e eu vou atrás das pessoas. (Risos)

Pode deixar que eu vou colocar esta informação no texto.Isso. Pra já deixar avisado. Vai ser muito divertido! (Risos)

E quantas horas de aula de canto você teve para se preparar para as apresentações de "Romance"? Olha, trabalho com música desde 1986 ou 1987 quando estava na Luni e Vexame. Para este show em especial, o diferencial foi um bom trabalho com fonoaudiólogo. Nas aulas de canto sempre vivo indo e vindo, mas desta vez trabalhei a parte de fono com muitos exercícios. Quis ter segurança vocal.

E você acha que canta bem? Ou foi alguém que disse isso para você?Olha, o pessoal diz que eu canto bem (risos). Porque só o fato de eu falar que canto já é algo tão bom. Uma conquista! Então... sim. Canto bem! (Risos)

Quando assisti ao show em 2009 sempre havia uma taça de vinho próximo ao seu microfone. Para você, vinho combina com romance?Ah, sim. É um elemento cênico, algo divertido. Claro, dá uma coragem também.

Mas, e durante o show, não atrapalha?(Risos) É apenas uma taça de vinho. Coisa que você bebe em um jantar. Não é um ‘copão’ de uísque. Na verdade, a taça de vinho apareceu porque o show começou em lugares pequenos, onde o público ficava em mesas. E como todos bebiam durante a apresentação, o que fazia com que eles gostassem da música, pois ficavam ‘animados’, eu acabava com vontade de beber. E foi aí que surgiu a taça de vinho. Para dar um clima, sabe!

E uma dica para o público masculino. O que um homem já fez para te conquistar e viver um romance? Ah, ele foi sincero. Não há nada melhor para uma mulher do que a verdade. Mostrar o que ele quer sem muito jogo. Não há prova de ‘macheza’ mais profunda que essa. Dizer o que quer e pronto. E qual a definição de "Romance" para você?Nossa, que difícil! Romance é uma relação. Eu costumo brincar que é um coletivo de ‘reladas’. Eu ‘relo’ em você, você ‘rela’ em mim. E, pronto, temos uma relação. (Risos) Na verdade, romance é a tentativa de fazer algo dar certo.

E agora sobre seu mais recente projeto teatral. Você vai começar uma turnê pelo Brasil com a peça "O Inferno Sou Eu". O que o público pode esperar da personagem que você interpreta? É uma peça inspirada em fatos reais, mas que tem cenas de ficção. Mostra a minha personagem, a filósofa francesa Simone de Beauvoir, em situações que teriam acontecido quando ela passou três meses aqui no Brasil. Ela mostra a atitude das mulheres em relação a vida nos anos 1960. É algo com um trabalho bem cênico.

No site oficial da peça, há datas agendadas em Curitiba nos dias 25 e 26 de setembro. Já há local confirmado de apresentação?Hmmm... Ainda não sei, mas provavelmente no Teatro Fernanda Montenegro.

E na TV, após os bem-sucedidos seriados "Toma Lá da Cá" e "S.O.S. Emergência", quais os próximos planos?Bem, agora quero folga da televisão. Mas, fico no aguardo de papéis bons.

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