O Ministério Público Militar (MPM) pediu ao Superior Tribunal Militar (STM) que o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros oficiais militares condenados pelo suposto golpe de Estado percam suas patentes. Além de Bolsonaro, o pedido abrange o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, que tiveram suas condenações confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A representação do MPM considera os militares “indignos” para continuar no oficialato. Dessa forma, se o STM acolher a ação, eles poderão perder a posição que os mantém no quadro das Forças Armadas. Ou seja, isso pode levar à transferência de Bolsonaro do regime especial em que cumpre pena na Papuda.
Com efeito, o pedido ocorre após a decisão de trânsito em julgado das condenações pelo STF, o que encerrou a possibilidade de recursos. É a primeira vez que o STM enfrenta um caso de perda de patente relacionado a crimes contra a democracia. O julgamento dos processos de Bolsonaro e demais oficiais deve ocorrer ao longo do ano.
Governo Lula registra maior gasto administrativo em 9 anos
Os gastos administrativos do governo federal chegaram a R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor dos últimos nove anos, segundo dados oficiais corrigidos pela inflação. Esse montante inclui despesas para manter a máquina pública funcionando, como contas de água e energia, serviços de limpeza, vigilância, tecnologia da informação, aluguel de imóveis e veículos, além de diárias e passagens. Com efeito, os números foram comparados em uma série histórica iniciada em 2011 pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O levantamento mostra que esse total ultrapassou a marca de R$ 70 bilhões, patamar que não era alcançado desde 2016, durante o governo Rousseff. No entanto, após queda nos anos seguintes, os gastos voltaram a subir a partir de 2023 no governo Lula. O aumento das despesas administrativas ocorre em um momento em que o governo federal enfrenta pressões sobre as contas públicas.
Motta diz que vai analisar CPI do Master após 15 outras que estão na frente
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as irregularidades relacionadas ao Banco Master não deve ocorrer imediatamente. Motta explicou que os a análise dos pedidos de CPI é por ordem cronológica de apresentação e que, no momento, cerca de 15 requerimentos estão à frente do pedido proposto pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), por isso a investigação ainda não avançou.
A ideia de uma CPI para apurar o caso do Master já recebeu apoio de setores tanto da oposição quanto da base governista. Além disso, houve declarações do deputado Lindbergh Farias de que sua bancada assinaria pedidos tanto de CPI quanto de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). No entanto, a tramitação ainda depende da análise dos requerimentos que estão “na frente da fila”.
Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta quarta-feira (04)
- DARIO DURIGAN É NOME FAVORITO COMO SUCESSOR DE HADDAD;
- RATINHO JUNIOR DEFENDE REGRAS PARA NOMEAÇÕES AO STF;
- JORDY PROTOCOLA PEDIDO DE CPMI DO MASTER;
- GILMAR PROPÕE FORÇA-TAREFA CONTRA DEEPFAKES NAS ELEIÇÕES;
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