A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse nesta segunda-feira (5) como presidente interina do país. A cerimônia ocorreu apenas dois dias após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Ademais, Rodríguez torna-se a primeira mulher a governar a nação, sendo empossada por seu irmão, Jorge Rodríguez, reconduzido à presidência do Parlamento.
Em seu discurso de posse, a nova mandatária adotou um tom de resistência e pesar, classificando a ação americana como uma "agressão militar ilegítima". Ainda segundo Delcy, Maduro e Flores são atualmente "reféns" em solo americano.
Contudo, Delcy Rodríguez afirmou que não vai descansar até “ver a Venezuela no destino que lhe corresponde e no pedestal de honra histórico que lhe cabe como uma nação livre, soberana e independente”.
Lula conversou com vice de Maduro após prisão do ditador
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com a atual presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no último sábado (3). Afinal, Lula teria procurado saber da situação da Venezuela após a operação dos EUA. Ainda, o governo petista condenou formalmente a ação, classificando-a como uma “afronta gravíssima” à soberania venezuelana e uma violação do direito internacional.
Com efeito, o Itamaraty reconheceu a legitimidade de Delcy Rodríguez para assumir o comando do país, conforme determinação do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela.
Ademais, Lula reiterou em nota que "atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo".
Maduro alega inocência em audiência judicial nos EUA
Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes de todas as acusações de narcoterrorismo em sua primeira audiência perante a Justiça Federal dos EUA. Durante a sessão, Maduro descreveu a si mesmo como um “homem decente” e afirmou ser um “prisioneiro de guerra”.
A audiência foi conduzida pelo juiz Alvin Hellerstein, que exigiu que Maduro confirmasse sua identidade civil após o chavista se identificar apenas como o "presidente da Venezuela". Apesar de não ter pedido liberação mediante fiança, a defesa afirmou que deverá haver “um volume substancial de recursos” durante o processo, já que Maduro seria um chefe de Estado e teria direito a “privilégios e imunidades inerentes ao cargo”.
Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta terça-feira (06)
- VENEZUELA ORDENA PRISÃO DE ENVOLVIDOS EM OPERAÇÃO DOS EUA;
- RELATÓRIO PRELIMINAR DA CPI DO INSS DEVE SAIR EM FEVEREIRO;
- CARLOS RECLAMA DE PRISÃO DE BOLSONARO EM SUPERINTENDÊNCIA DA PF;
- TCU DETERMINA INSPEÇÃO NO BC SOBRE LIQUIDAÇÃO DO MASTER;
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