O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma reunião fora da agenda oficial da Presidência com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em dezembro de 2024. No entanto, não há o registro do encontro na agenda oficial do presidente.
Além de Lula e Vorcaro, também teriam participado da reunião o então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Na ocasião, Vorcaro teria levado ao presidente preocupações sobre a concentração do mercado bancário e os efeitos negativos para o Banco Master. Contudo, Lula teria respondido que tais temas eram de natureza técnica e deveriam ser tratados pelo Banco Central.
A realização do encontro reforça a proximidade de Vorcaro com o círculo político de Brasília. Posteriormente, em declaração pública, Lula afirmou que “falta vergonha na cara” a quem defende o “sujeito do Master”.
Master pagou R$ 5 milhões ao escritório de Lewandowski
O contrato de consultoria jurídica entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski continuou por quase dois anos após ele assumir o cargo de ministro no governo Lula. Afinal, o acordo que começou em agosto de 2023 seguiu até setembro de 2025, período em que Lewandowski já estava no Ministério da Justiça e Segurança Pública por cerca de 21 meses.
Com pagamentos mensais de R$ 250 mil, o contrato rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família de Lewandowski. Desse valor, aproximadamente R$ 5,25 milhões foram pagos depois de sua nomeação como ministro. Ao assumir o ministério, Lewandowski deixou formalmente a sociedade do escritório.
Com efeito, o objeto do contrato era a prestação de “consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico” para o Master, incluindo a participação em reuniões do Comitê Estratégico do banco. Contudo, durante o período contratual, o ex-ministro participou de apenas duas reuniões.
Datas de Toffoli em resort coincidem com voos de jatinho da JBS
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, esteve em dezembro de 2025 no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), nas mesmas datas em que um jatinho ligado a um dirigente da holding J&F realizou voos que passaram por Brasília. As coincidências foram identificadas a partir de registros de voos e dados de segurança do local.
A aeronave está registrada em nome da empresa Petras Negócios e Participações, ligada ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que atua para a J&F. Embora o advogado negue qualquer relação pessoal com o ministro, funcionários do resort afirmaram que Toffoli ainda é tratado como proprietário do local. Além disso, o ministro esteve no resort em outras ocasiões desde 2025, mesmo após a venda formal do empreendimento ao advogado.
Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta terça-feira (27)
- DATAS DE TOFFOLI EM RESORT COINCIDEM COM VOOS DE JATO DA JBS;
- CONSELHEIRO DE TRUMP DIZ QUE JBS INTEGRA “CARTEL DA CARNE”;
- OTAN ADMITE DEPENDÊNCIA DOS EUA PARA SE DEFENDER;
- LULA PEDE ASSENTO PALESTINO EM CONSELHO DE PAZ DE TRUMP;
O Café com a Gazeta do Povo vai ao ar das 07h às 10h, no canal da Gazeta do Povo no Youtube.



