O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recuou de sua decisão anterior e negou a visita de Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse sentido, Beattie atua como assessor do Departamento de Estado no governo de Donald Trump. A mudança ocorreu nesta quinta-feira (12), após o ministro acolher novos argumentos do Itamaraty.
De acordo com o ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, Beattie apresentou uma justificativa restrita para obter o visto brasileiro. Nele, o assessor citava apenas a participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos. Dessa forma, ele omitiu o plano de visitar Bolsonaro no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.
Consequentemente, Moraes entendeu que o encontro foge ao contexto diplomático que autorizou a entrada de Beattie no país. Além disso, o assessor não comunicou a visita previamente às autoridades brasileiras. Segundo o despacho, essa falta de transparência poderia, inclusive, motivar a reanálise do visto concedido ao norte-americano.
STF decide liberdade de Daniel Vorcaro
A Segunda Turma do STF julga, nesta sexta-feira (13), se mantém a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro. Nesse sentido, o empresário permanece detido no âmbito da Operação Compliance Zero. O resultado do plenário virtual servirá como um termômetro do apoio ao ministro André Mendonça. Além disso, o veredito pode definir o futuro de uma eventual delação premiada.
Atualmente, os ministros avaliam a legalidade da prisão que Mendonça decretou no início do mês. Vale destacar que o destino de Vorcaro é considerado crucial para o caso Master. Isso porque a continuidade da prisão aumenta a pressão para que o banqueiro colabore com as autoridades. Dessa forma, ele poderia fechar um acordo em troca de redução de pena.
Contudo, a deliberação expõe uma clara divisão na Corte. De um lado, os ministros André Mendonça, Edson Fachin e Cármen Lúcia defendem o rigor e a ética interna nas investigações. Por outro lado, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes criticam os métodos da operação e o vazamento de conversas. Consequentemente, essa divergência pode levar à anulação de provas ou até ao esvaziamento da apuração.
Moraes ordena operação contra jornalista que revelou denúncias envolvendo Flávio Dino
A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo nesta terça-feira (10). A operação ocorreu no Maranhão, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota oficial, o comunicador informou que os policiais apreenderam computadores e celulares usados em seu trabalho.
A investigação tem como pano de fundo uma reportagem publicada pelo jornalista em novembro. Na ocasião, Luís Pablo revelou que o ministro Flávio Dino supostamente utilizava um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para fins pessoais. Além disso, a matéria apontava que o automóvel era pago com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados. Segundo o texto, até mesmo parentes do ministro usufruiriam do veículo de forma irregular.
Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta sexta-feira (13)
- PRESOS DO PCC ACIONAM O STF E PEDEM MESMO DIREITO APLICADO A VORCARO;
- GONET PEDE CONDENAÇÃO DE RAMAGEM POR ATOS DE 8 DE JANEIRO;
- ALIADO DE FLÁVIO BOLSONARO PEDE APOIO PRESIDENCIAL DE RATINHO JR;
- BOULOS CHAMA DE “FAKE NEWS” REPERCUSSÃO NEGATIVA DE TAXA PARA APPS.
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