Do R$ 1 mil ao R$ 1 milhão

Vídeo publicitário da Empiricus mostrando como uma de suas funcionárias, Bettina Rudolph, enriqueceu gerou suspeitas nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Empiricus/YouTube)
Vídeo publicitário da Empiricus mostrando como uma de suas funcionárias, Bettina Rudolph, enriqueceu gerou suspeitas nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Empiricus/YouTube)

Nesta semana que passou viralizaram imagens de uma jovem investidora que iniciou sua carreira com R$1 mil e em três anos atingiu o patrimônio acima de R$ 1 milhão realizando aplicações financeiras no mercado brasileiro. O principal questionamento que recebemos foi: é possível realizar tal feito?

Temos que avaliar uma série de questões para chegar em determinado número. Se falarmos do mercado de renda variável, é possível alcançar, mas isso envolve sorte aliada a uma dose de competência. Alguns ativos mais conhecidos do investidor, como Petrobrás, Vale, Bradesco, Itaú, entre outros se valorizaram consideravelmente nesse mesmo período. Por exemplo, R$ 1 mil em Petrobrás de janeiro de 2016 para janeiro de 2019 estaria valendo R$2.530. Outro caso emblemático e que chamou atenção de todos foi a evolução das ações do Magazine Luiza nesse mesmo período, que subiram “absurdos” 8.220%. Portanto, o investidor que aplicou R$ 1 mil, em três anos teria R$ 82.200.

Já para atingir tal feito no mercado de renda fixa é muito difícil, mesmo para os profissionais mais gabaritados.

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Mas, então, o que há de tão fantástica nessa história? Esta é a grande questão. Em muitos casos, este fato pode ser real, mas é importante saber que os produtos de investimentos – em renda fixa ou variável – trazem ganhos superiores à poupança, mas exigem conhecimento e adequação do perfil do investidor a eles. Acompanho milhares de pequenos investidores e, apesar da evolução deste mercado, é necessário estudar ao máximo sobre os investimentos para tentar buscar ganhos relevantes no curto prazo, mas sempre colocando dentro das possibilidades as eventuais perdas ao longo do caminho.

Nos últimos artigos que escrevi, tenho chamado à atenção sobre a evolução de pessoas físicas na Bolsa de Valores e do material a ser estudado para um aprendizado maior. Fica claro que, quanto maior o conhecimento, mais empoderado o investidor fica para tomar suas decisões. No mercado de ações e no mercado futuro, ainda enxergamos oportunidades muito interessantes, seja no curto ou longo prazos. No entanto, também é necessário um salto do ‘amadorismo’ para um ‘pré-profissionalismo’, com conhecimento expressivo sobre o mercado – não necessariamente para trabalhar no mercado, mas para investir o dinheiro com conhecimento.

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Abrir conta em uma plataforma digital de investimentos, se conectar ao home broker e iniciar as operações já é um grande passo para quem nunca esteve nesse mundo. Por outro lado, torna-se evidente a necessidade de estudar e aprender sobre as melhores práticas visando ganhos financeiros. Nesse mesmo momento também é preciso entender que há riscos envolvidos, e que não há investidores que buscaram o desafio no mercado de ações e/ou nas negociações de contratos futuros sem “tropeçar” por vezes no meio do caminho.

Conheço dezenas de pessoas que mergulharam de cabeça neste mercado e obtiveram sucesso. Mas também sei de outros que acabaram não tendo o mesmo destino. Por isso, obter sucesso em renda variável é possível, mas é um caminho de muito desafios.

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