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A importância da diversidade e inclusão como estratégia

Diversidade e inclusão não é uma prática, um programa ou um projeto. Ela é parte da cultura e deve estar na roda de decisão, na tomada de decisão. Ela tem que estar no planejamento estratégico.

Vanessa Reis, Diretora Executiva do Great Place To Work.
Vanessa Reis, Diretora Executiva do Great Place To Work. (Foto: Divulgação/ABRH-PR)

ABRH-PR - Associação Brasileira de Recursos Humanos

26/01/2026 às 01:00

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Diversidade e inclusão deixaram de ser iniciativas pontuais para se tornarem elementos estruturantes das organizações. Programas de equidade, como os voltados ao desenvolvimento de mulheres ou de pessoas com deficiência, sinalizam que a organização reconhece talentos mesmo diante de lacunas. Todavia, mais do que ter é preciso fazer permanecer.

Vanessa Reis, Diretora Diretora Executiva do Great Place To Work que abordou a temática no XVIII CONPARH, realizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR), lembra que a permanência de profissionais nas empresas está diretamente ligada ao quanto eles se sentem valorizados e respeitados.

“Uma vez que você dá suporte para o colaborador, entendendo as suas necessidades para que ele possa evoluir na carreira e se sinta respeitado no ambiente de trabalho, você também fomenta a confiança, porque é um espaço que ele se sente valorizado. Isso faz com que o índice de confiança desse colaborador aumente e é assim que a gente consegue, através de boas práticas de diversidade e inclusão garantir a permanência desse colaborador”, afirma Vanessa.

Da cultura à estratégia

Tratar o tema como um programa isolado é um risco. Para evitar que a pauta fique restrita a campanhas externas ou relatórios, ela precisa ser parte da cultura da organização e ultrapassar a fronteira de políticas da área de Recursos Humanos.

De acordo com a Diretora Executiva o impacto é visível: “quando eu trato e cuido do meu cliente interno, das minhas pessoas, eu também potencializo para fora. Então, quando a empresa pensa em trabalhar a diversidade e inclusão, muitas vezes ela faz um trabalho olhando para dentro e para fora”, observa.

Nesse sentido, o tema deixa de ser visto apenas como um valor simbólico para se tornar um vetor de competitividade e reputação. Mas para além das práticas de cultura, também é preciso estar na estratégia – pois é ela que define prioridades, investimentos e compromissos de longo prazo. “Diversidade e inclusão não é uma prática, um programa ou um projeto. Ela é parte da cultura e deve estar no comitê executivo, na tomada de decisão”, complementa Vanessa.

Cuidar do cliente interno também é potencializar a empresa para fora.Cuidar do cliente interno também é potencializar a empresa para fora. (Foto: Banco de Imagem/ABRH-PR)

Liderança inclusiva no cotidiano

Transformar cultura em prática é um dos papéis mais importantes da liderança. Apesar das políticas e regras escritas serem fundamentais, é o comportamento diário de gestores que dá credibilidade ao discurso. Segundo Vanessa, escuta ativa, feedback frequente e revisão de processos de seleção e conduta estão entre as medidas que concretizam uma gestão inclusiva.

Preparar líderes para lidar com vieses inconscientes, combater atitudes excludentes e revisar processos seletivos também são pontos centrais. A jornada de um candidato neurodivergente, por exemplo, pode exigir ajustes simples de comunicação que fazem a diferença na percepção de acolhimento.

“A mudança de mentalidade exige desenvolvimento contínuo. No fim do dia, tudo o que os grupos de marcadores sociais minorizados querem é se sentir parte e igual. Então, cobre resultados e ajude no desenvolvimento de habilidades, mas dê acesso para esses grupos trabalharem de maneira equitativa”, finaliza a diretora.

Em um mercado cada vez mais diverso, essa compreensão será decisiva para garantir tanto a saúde organizacional quanto a competitividade dos negócios.

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