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Daniel Spinelli aborda as dimensões da liderança consciente e como elas transformam organizações

O tema foi tratado com profundidade pelo especialista no XVIII CONPARH, que aconteceu em Curitiba em 2025

Daniel Spinelli, palestrante internacional e autor do livro “A Potência da Liderança Consciente”
Daniel Spinelli, palestrante internacional e autor do livro “A Potência da Liderança Consciente” (Foto: Divulgação)

ABRH-PR - Associação Brasileira de Recursos Humanos

16/02/2026 às 00:01

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Autor do livro “A Potência da Liderança Consciente” e palestrante internacional, Daniel Spinelli defende que o desafio da liderança atual é gerar resultados sem abrir mão da dimensão humana. Para ele, a forma como líderes se posiciona e se relaciona com seus times tem impacto direto não apenas na produtividade, mas também no engajamento e no bem-estar das equipes.

 “O resultado precisa ser gerado com as pessoas e não em detrimento delas. As quatro dimensões da liderança consciente funcionam como um guia para apoiar líderes a integrarem resultados e relações humanas saudáveis”, afirma.

Ao contrário dos modelos tradicionais de gestão, que privilegiam ferramentas técnicas e foco exclusivo em metas, a liderança consciente traz um olhar ampliado sobre o papel do líder. “Trata-se de elevar a consciência sobre o impacto das atitudes, decisões e modelos mentais nas pessoas, na cultura e nos resultados organizacionais. Isso inclui o pilar humano como essencial”, explica Daniel.

Ambiente de confiança

Na prática, a metodologia propõe que o líder desenvolva primeiro a si mesmo, a partir de autoconhecimento e autogestão emocional. Ele lembra que a humildade de ocupar a “cadeira do aprendiz” é fundamental para criar um ambiente de confiança. A partir dessa base, entra em cena a dimensão de liderar pessoas, que passa pela escuta ativa e pela capacidade de engajar os times de forma genuína. “Muitos líderes ainda não descobriram o poder da escuta ativa como ferramenta de liderança. Ela é uma chave fundamental para engajar e inspirar times”, ressalta.

A visão sistêmica e a consciência da interdependência entre áreas também aparecem como pilares centrais do modelo. O mapeamento das relações dentro da organização e a atuação proativa para fortalecê-las são, segundo Daniel, práticas indispensáveis para que a liderança atue de maneira integrada. Por fim, está a reflexão sobre o legado que cada líder deseja construir. “É o compromisso de deixar contribuições positivas para pessoas, organizações e sociedade, atuando de forma coerente com os valores que defende”, resume.

O fenômeno do chamado quiet quitting muitas vezes é consequência direta do estilo de liderança praticadoO fenômeno do chamado quiet quitting muitas vezes é consequência direta do estilo de liderança praticado (Foto: Freepik)

Para Daniel, o impacto desse estilo de liderança é direto no engajamento e no bem-estar dos profissionais. Alerta que lideranças inconscientes estão entre as principais causas do desinteresse dos colaboradores. “O fenômeno do chamado quiet quitting muitas vezes é consequência direta do estilo de liderança praticado.  Já um líder consciente inspira confiança, cria espaço para o aprendizado e favorece o engajamento do time”, afirma.

Aprendizado contínuo

No entanto, adotar esse modelo de gestão não é simples. Daniel aponta que o maior desafio para os líderes é abrir espaço na agenda para o aprendizado contínuo, especialmente num cenário em que as organizações já demandam o desenvolvimento constante de novas competências técnicas para lidar com transformações como a inteligência artificial. “Nunca foi tão necessário desenvolver competências técnicas, mas também nunca foi tão urgente investir nas competências humanas. O verdadeiro desafio da liderança hoje é equilibrar essas duas agendas de forma consciente”, analisa.

Mesmo diante de resistências naturais à mudança, o especialista acredita que a liderança consciente é um caminho sem volta. “É possível evoluir o nível de consciência como líderes. Isso gera impacto positivo em pessoas, na cultura e até nos resultados financeiros. Os melhores talentos vão querer trabalhar com líderes que cuidam de gente e constroem projetos duradouros”, conclui.

O maior desafio dos líderes é reservar tempo para o aprendizado contínuo, em meio à pressão por desenvolver novas competências técnicas exigidas pelas transformações, como a inteligência artificial.O maior desafio dos líderes é reservar tempo para o aprendizado contínuo, em meio à pressão por desenvolver novas competências técnicas exigidas pelas transformações, como a inteligência artificial. (Foto: Freepik)

XVIII CONPARH

Daniel Spinelli participou do XVIII CONPARH – Congresso Paranaense de Recursos Humanos. Em sua apresentação trouxe com mais profundidade os aspectos da liderança consciente. O evento, organizado pela ABRH-PR – Associação Brasileira de recurso Humanos do Paraná, aconteceu no mês de outubro, em Curitiba. 

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