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Nova liderança no serviço público aposta em gestão humanizada e foco em resultados

Gestão de pessoas, inteligência emocional e metas orientadas ao impacto social formam a base de um novo modelo de liderança pública

Andressa Bellei, diretora da ABRH-PR Regional Noroeste e atuante na Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas de Maringá
Andressa Bellei, diretora da ABRH-PR Regional Noroeste e atuante na Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas de Maringá (Foto: Divulgação)

ABRH-PR - Associação Brasileira de Recursos Humanos

13/04/2026 às 07:00

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A transformação do serviço público brasileiro passa, cada vez mais, pela qualidade da liderança. Em um cenário de alta demanda social, cobrança por eficiência e avanço da digitalização, a gestão de pessoas ganha centralidade como fator estratégico para resultados sustentáveis. Para Andressa Bellei, diretora da ABRH-PR Regional Noroeste e atuante na Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas de Maringá, o novo perfil de liderança pública precisa equilibrar humanização, capacitação contínua e foco em desempenho.

Segundo ela, o cuidado com o bem-estar e a saúde mental das equipes não é apenas uma agenda de recursos humanos, mas uma política pública com impacto direto no cidadão. “Quando o servidor se sente ouvido, pertencente e incluído nas decisões, a qualidade do atendimento aumenta significativamente”, afirma. Ambientes psicologicamente seguros, acrescenta, reduzem afastamentos, elevam a produtividade e melhoram a resolutividade dos processos, refletindo em serviços mais ágeis e humanizados.

Na prática, Maringá tem investido em ações estruturadas de escuta, orientação às chefias e promoção da saúde ocupacional. O resultado, segundo Andressa, aparece em equipes mais presentes, menor retrabalho e atendimento mais qualificado à população, um esforço que exige paciência, resiliência e persistência na condução das políticas de gestão de pessoas.

Habilidades além da técnica

A mudança no perfil do servidor público acompanha a complexidade do ambiente institucional. Para Andressa, as competências técnicas continuam relevantes, mas já não são suficientes. Inteligência emocional, adaptabilidade, comunicação clara, colaboração e proatividade são hoje habilidades centrais para quem atua no setor público.

“A liderança pública muda conforme o cenário político, e os servidores de carreira precisam compreender e lidar com essas transformações para garantir continuidade e evolução das políticas”, explica. A comunicação, por sua vez, é apontada como um desafio recorrente: mensagens podem ser interpretadas de formas distintas conforme a vivência do servidor, exigindo alinhamento, escuta ativa e validação constante do entendimento.

Outro ponto destacado é o senso de responsabilidade pública. “Sem colaboração e proatividade, dificilmente alcançaremos excelência na prestação do serviço público”, diz. Em Maringá, essas competências vêm sendo reforçadas por meio de capacitações e formações na Universidade Corporativa e em programas voltados às lideranças, preparando o servidor para a transformação digital e para um contexto de maior cobrança por eficiência.

Diferentemente do setor privado, o sucesso no serviço público não se mede por lucro, mas por impacto social. Andressa defende que a geração de valor público deve ser o principal indicador de desempenho. Na área de gestão de pessoas, isso se traduz em métricas de engajamento, qualidade das relações de trabalho e capacidade institucional de prevenir e resolver conflitos.

Entre as ferramentas utilizadas em Maringá estão a pesquisa de clima organizacional, a Ouvidoria do Servidor e a Comissão de Assédio Moral e Sexual, além de práticas de justiça restaurativa para mediação de conflitos. A integração desses dados, segundo ela, permite estruturar planos de ação mais consistentes e conectar o trabalho interno ao impacto real na prestação de serviços à população.

“Estamos em processo de amadurecimento, mas já avançamos na definição de metas claras, no acompanhamento de indicadores e na vinculação do desempenho interno ao atendimento ao cidadão”, afirma.

Ambientes psicologicamente seguros reduzem afastamentos, elevam a produtividade e melhoram a resolutividade dos processos, refletindo em serviços mais ágeis e humanizadosAmbientes psicologicamente seguros reduzem afastamentos, elevam a produtividade e melhoram a resolutividade dos processos, refletindo em serviços mais ágeis e humanizados (Foto: Freepik)

Gestão humanizada

Para Andressa, o engajamento dos servidores depende menos de iniciativas isoladas e mais da coerência cotidiana das lideranças. Comunicação transparente, feedback estruturado e oportunidades de desenvolvimento são fatores decisivos, mas a postura do líder é o principal vetor de transformação cultural.

“A cultura do serviço público não se transforma por decreto, mas pela prática diária das lideranças”, afirma. “Quando o gestor é preparado para liderar pessoas, e não apenas processos, o comprometimento da equipe cresce de forma contínua”, completa.

Pesquisa recente sobre liderança aponta empatia e gestão humanizada como atributos prioritários, seguidos pela capacidade de entregar resultados. Para Andressa, essas dimensões não são opostas. “Empatia e resultado não competem, se complementam. Gestão humanizada não reduz a exigência; ela qualifica a forma de cobrar desempenho”, diz.

De acordo com ela, a liderança deve estabelecer metas claras, acompanhar indicadores e cobrar entregas, mas com escuta ativa, respeito e apoio ao desenvolvimento das equipes. Quando não há evolução, cabe ao gestor adotar medidas com responsabilidade, justiça e transparência. “Humanizar não é flexibilizar a entrega, é qualificar a forma de exigir resultados”, aponta.

Andressa defende que transformar a liderança pública é um processo permanente, especialmente em um ambiente político que se renova a cada ciclo. Nesse contexto, os servidores de carreira desempenham papel estratégico na continuidade das políticas e na manutenção da qualidade do serviço público.

“O caminho é longo e desafiador, mas possível. Cada movimento de desenvolvimento constrói bases para uma administração mais preparada, humana e eficiente”, afirma. Para ela, a maturidade da gestão pública será medida pela capacidade de equilibrar cuidado com pessoas e entrega de resultados, uma equação que, na prática, define o valor gerado à sociedade.
Saiba mais sobre a ABRH-PR no site: https://abrh-pr.org.br/

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