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O papel da Assembleia na mudança na lei que destravou a ponte de Guaratuba

Alterações na Constituição e atualização das leis estaduais aprovadas pela Assembleia Legislativa foram decisivas para transformar em realidade uma das obras mais aguardadas da história do Paraná

Mudanças na legislação estadual ajudaram a tirar do papel uma das obras mais aguardadas da história do Paraná.
Mudanças na legislação estadual ajudaram a tirar do papel uma das obras mais aguardadas da história do Paraná. (Foto: Divulgação/Governo do Paraná)

Assembleia Legislativa do Paraná

08/05/2026 às 12:13

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Por décadas, a Ponte de Guaratuba foi considerada uma das obras mais importantes para o desenvolvimento do Litoral paranaense. A ligação fixa entre Guaratuba e Matinhos era vista como estratégica para a mobilidade, o turismo e a economia da região, mas diferentes fatores impediram que o projeto avançasse ao longo do tempo.

A virada começou a acontecer em 2020, quando uma mudança na legislação estadual abriu caminho para um novo modelo de execução da obra. A alteração, aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná, retirou a obrigatoriedade de concessão à iniciativa privada com cobrança de pedágio e permitiu que o Governo do Paraná assumisse diretamente a construção da ponte com recursos públicos.

A medida acabou se tornando um dos passos mais importantes para transformar em realidade uma obra esperada há mais de quatro décadas pelos paranaenses.

Um entrave que vinha desde a Constituição de 1989

A importância da Ponte de Guaratuba para o Paraná era tamanha que a própria Constituição Estadual já previa sua construção desde 1989, nos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias.

Início das obras: após décadas de espera, o projeto da Ponte de Guaratuba deslanchou com mudanças na Lei aprovadas pelo Legislativo.Início das obras: após décadas de espera, o projeto da Ponte de Guaratuba deslanchou com mudanças na Lei aprovadas pelo Legislativo. (Foto: Divulgação/Governo do Paraná)

O mesmo texto constitucional, porém, estabelecia que a obra deveria obrigatoriamente ser executada por meio de concessão à iniciativa privada, com cobrança de pedágio por pelo menos 15 anos.

Na prática, o modelo acabou dificultando a viabilização do projeto ao longo do tempo.

Sem consenso financeiro e operacional, diferentes tentativas de tirar a ponte do papel acabaram não avançando.

A mudança que abriu caminho para a obra

O cenário começou a mudar quando deputados estaduais aprovaram a alteração do artigo 36 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Paraná.

A mudança deu liberdade para que o Estado definisse um novo modelo de execução da obra, permitindo que a ponte fosse construída com investimento público direto e sem cobrança de tarifa da população.

Pouco depois, também foi aprovada a Lei 20.267/2020, adequando a legislação estadual ao novo formato adotado pelo Paraná.

Com novo modelo de execução aprovado no Paraná, a obra avançou e começou a mudar a paisagem do Litoral paranaense.Com novo modelo de execução aprovado no Paraná, a obra avançou e começou a mudar a paisagem do Litoral paranaense. (Foto: Divulgação/Governo do Paraná)

A mudança legislativa foi considerada decisiva para destravar o projeto e permitir que o Estado finalmente avançasse com uma das obras mais aguardadas da história recente do Paraná.

Debate permanente sobre o futuro do Litoral

Ao longo dos anos, a discussão sobre a ponte mobilizou diferentes setores da sociedade e ganhou espaço frequente no Legislativo estadual.

O tema passou por debates técnicos, audiências públicas, discussões em plenário e acompanhamentos institucionais durante as etapas de planejamento e execução da obra.

Parlamentares do Litoral e de outras regiões do Estado defenderam a importância estratégica da ligação fixa entre Guaratuba e Matinhos para fortalecer o turismo, estimular investimentos, melhorar a logística regional e ampliar a integração entre os municípios paranaenses.

A travessia por ferry boat, historicamente marcada por filas e limitações operacionais, era apontada como um dos principais obstáculos ao crescimento econômico da região.

Com a nova ponte, a expectativa é de uma transformação na dinâmica do Litoral paranaense, com impactos diretos na mobilidade, no turismo e na geração de empregos.

Papel institucional na viabilização

Além da mudança constitucional que permitiu um novo modelo de execução, a Assembleia Legislativa também teve participação indireta na viabilização financeira da obra ao aprovar instrumentos orçamentários necessários para os investimentos públicos realizados pelo Estado.

O acompanhamento institucional da construção também ocorreu ao longo das diferentes etapas do projeto, consolidando apoio político à obra considerada histórica para o Paraná.

A inauguração da Ponte de Guaratuba marca o início de uma nova etapa de integração, mobilidade e desenvolvimento no Litoral paranaense.A inauguração da Ponte de Guaratuba marca o início de uma nova etapa de integração, mobilidade e desenvolvimento no Litoral paranaense. (Foto: Divulgação/Governo do Paraná)

Mais do que acompanhar a execução, a atuação legislativa ajudou a criar as condições legais e administrativas que permitiram transformar uma demanda histórica em realidade.

Após mais de 40 anos de espera, a Ponte de Guaratuba deixa de ser apenas um projeto discutido no papel e passa a representar uma nova etapa de integração e desenvolvimento para o Litoral do Paraná.

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