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Planejar a aposentadoria deixou de ser uma decisão opcional e passou a ser uma estratégia essencial para quem deseja garantir segurança financeira no futuro. Com regras mais complexas e mudanças recentes na legislação, o planejamento previdenciário se tornou uma ferramenta fundamental para evitar perdas e conquistar o melhor benefício possível no INSS.
Nesse cenário, segundo a advogada Isabela Brisola de Oliveira, CEO do escritório Brisola Advocacia, e a advogada Giovanna Guareschi, supervisora da área previdenciária, muitos trabalhadores acabam solicitando a aposentadoria sem uma análise prévia adequada, o que pode resultar em benefícios com valores inferiores ao esperado ou até na negativa do pedido.
Sistema mais complexo exige estratégia
A reforma alterou profundamente a lógica da aposentadoria no Brasil. Hoje, o segurado precisa lidar com diferentes regras de transição, idade mínima progressiva, sistema de pontos e novos cálculos que consideram a média de todos os salários de contribuição — e não apenas os maiores, como ocorria anteriormente.
Além disso, dados recorrentes do próprio INSS e de especialistas da área apontam que uma parcela relevante dos cadastros apresenta inconsistências no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), como vínculos ausentes, remunerações incorretas ou períodos não computados. Essas falhas impactam diretamente no valor do benefício e podem atrasar ou inviabilizar a concessão.
O que é o planejamento previdenciário na prática
O planejamento previdenciário consiste em uma análise técnica e individualizada de toda a vida contributiva do segurado. O objetivo é mapear oportunidades e riscos, corrigir inconsistências e definir o melhor cenário para aposentadoria.
Na prática, isso envolve:
• conferência detalhada do CNIS;
• identificação de períodos não registrados;
• avaliação de contribuições em atraso ou possíveis complementações;
• simulação de diferentes regras de aposentadoria;
• definição do melhor momento para solicitar o benefício.
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Erros comuns que podem reduzir o benefício
A falta de planejamento leva muitos segurados a decisões precipitadas. Entre os erros mais frequentes estão:
• solicitar a aposentadoria sem revisar o histórico contributivo;
• não corrigir dados inconsistentes no INSS;
• contribuir com valores abaixo do ideal;
• desconhecer regras de transição mais vantajosas;
• deixar de considerar estratégias que aumentariam o benefício.
Planejar pode significar ganhar mais e se aposentar melhor
Com uma análise estratégica, é possível não apenas evitar prejuízos, mas também melhorar significativamente o valor da aposentadoria. Em alguns casos, o planejamento permite identificar caminhos para antecipar o benefício ou escolher regras mais vantajosas.
Além disso, o segurado passa a ter previsibilidade: entende quanto precisa contribuir, por quanto tempo e qual será o retorno esperado, transformando a aposentadoria em uma decisão planejada e não um risco.

Quem deve se preocupar agora?
Embora o planejamento seja indicado para todos, alguns perfis estão mais expostos a riscos:
• autônomos e empresários, que têm maior liberdade (e risco) nas contribuições;
• trabalhadores com períodos informais;
• pessoas próximas da aposentadoria;
• mulheres, por conta de regras específicas;
• segurados com histórico profissional irregular ou múltiplos vínculos.
Entrevista | Isabela Brisola de Oliveira e Giovanna Guareschi respondem às principais dúvidas dos leitores sobre planejamento previdenciário

Jornalista da Gazeta do Povo: Por que o planejamento previdenciário se tornou indispensável após a Reforma da Previdência?
Advogada Isabela Brisola de Oliveira: A reforma trouxe múltiplas regras de transição e alterou significativamente a forma de cálculo dos benefícios. Isso tornou o sistema mais complexo e exige uma análise individualizada. Sem planejamento, o segurado pode acabar escolhendo uma regra menos vantajosa.
Jornalista da Gazeta do Povo: Quais são os erros mais comuns nos pedidos de aposentadoria?
Advogada Isabela Brisola de Oliveira: Os principais erros envolvem vínculos não reconhecidos, contribuições incorretas e falta de conferência do CNIS. Também é comum o segurado não simular diferentes cenários antes de solicitar o benefício.
Jornalista da Gazeta do Povo: Ainda é possível aumentar o valor da aposentadoria?
Advogada Giovanna Guareschi: Sim. Muitas vezes é possível revisar contribuições, incluir períodos não computados e ajustar estratégias futuras. Cada caso precisa ser analisado individualmente.
Jornalista da Gazeta do Povo: Quando é o momento ideal para começar um planejamento previdenciário?
Advogada Giovanna Guareschi: O ideal é começar o quanto antes, mas principalmente quando o segurado está a alguns anos de se aposentar. Isso permite corrigir falhas e tomar decisões mais seguras.
Decisão estratégica que impacta toda a vida financeira
Mais do que um procedimento técnico, o planejamento previdenciário é uma decisão estratégica que influencia diretamente a qualidade de vida no futuro.
Em um cenário de regras complexas e margens de erro cada vez menores, contar com orientação especializada pode ser determinante para garantir direitos e evitar perdas.
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