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Lesões profundas, tumores do pâncreas e alterações nas vias biliares muitas vezes não aparecem em exames convencionais. A ecoendoscopia também chamada de ultrassom endoscópico surge como tecnologia capaz de identificar esses problemas com precisão e ainda permitir biópsias e tratamentos minimamente invasivos.
A ecoendoscopia tem ampliado as possibilidades de diagnóstico e tratamento de doenças do trato digestivo. Ao combinar endoscopia com ultrassom de alta resolução, o exame permite visualizar estruturas profundas, identificar tumores em estágios iniciais e realizar punções guiadas com precisão. O método é considerado hoje uma das principais ferramentas na investigação de doenças do pâncreas, vias biliares e lesões subepiteliais, além de reduzir a necessidade de cirurgias em muitos casos.
Para entender mais sobre a ecoendoscopia e outras soluções avançadas em gastroenterologia, acompanhe o conteúdo do Dr. Eduardo Bonin no Instagram: @dreduardobonin.
Lesões profundas, tumores do pâncreas e alterações nas vias biliares muitas vezes não aparecem em exames convencionais. A ecoendoscopia também chamada de ultrassom endoscópico surge como tecnologia capaz de identificar esses problemas com precisão e ainda permitir biópsias e tratamentos minimamente invasivos.
"A ecoendoscopia nos permite enxergar além da superfície do trato gastrointestinal, combinando precisão diagnóstica com a possibilidade de intervenção no mesmo procedimento, o que torna o cuidado mais rápido, seguro e assertivo para o paciente."
Dr. Eduardo Bonin -CRM/PR 15802 | RQE Endoscopia 15447
A ecoendoscopia tem ampliado as possibilidades de diagnóstico e tratamento de doenças do trato digestivo. Ao combinar endoscopia com ultrassom de alta resolução, o exame permite visualizar estruturas profundas, identificar tumores em estágios iniciais e realizar punções guiadas com precisão. O método é considerado hoje uma das principais ferramentas na investigação de doenças do pâncreas, vias biliares e lesões subepiteliais, além de reduzir a necessidade de cirurgias em muitos casos.
Ecoendoscopia: como funciona o exame com ultrassom endoscópico
A ecoendoscopia é um procedimento que combina endoscopia (visualização interna) e ultrassom (imagens profundas). Diferente da endoscopia comum, ela permite avaliar camadas profundas da parede do trato digestivo, visualizar órgãos vizinhos (como pâncreas) e realizar biópsias/punções com uma agulha fina que sai pelo canal do aparelho.
Como é feito o exame de ecoendoscopia: via oral e via anal
Como funciona
• O exame é realizado pela boca (ecoendoscopia alta) ou pelo ânus (ecoendoscopia baixa).
• Utiliza sedação profunda na via oral; na via anal, nem sempre é necessária.
• O aparelho possui um sensor de ultrassom na ponta, o que permite alta resolução, já que fica muito próximo das estruturas a serem estudadas.
• A punção guiada permite coletar material de nódulos na parede do tubo digestivo ou de órgãos próximos, como o pâncreas.
Vantagens da ecoendoscopia no diagnóstico do trato digestivo
Vantagens
• Visualiza todas as camadas da parede do trato digestivo (e não apenas a mucosa, como na endoscopia comum).
• Permite estudar estruturas externas ao tubo digestivo (pâncreas, vias biliares, linfonodos, vesícula).
• Possibilita procedimentos terapêuticos, como drenagens e derivações, muitas vezes evitando cirurgia.
Ecoendoscopia alta e baixa: diferenças no procedimento
Como é realizado
• Procedimento ambulatorial (o paciente vai para casa no mesmo dia), exceto casos terapêuticos complexos.
Ecoendoscopia alta
• Feita pela boca: passa por esôfago → estômago → duodeno.
• Sempre com sedação profunda.
Ecoendoscopia baixa
• Introdução pelo ânus: avalia canal anal, reto e sigmoide.
• Pode ser realizado sem sedação e pode exigir preparo intestinal completo
Indicações da ecoendoscopia: quando o exame é necessário
Para que serve (principais indicações)

Lesões subepiteliais e abaulamentos: investigação de nódulos ocultos
Abaulamentos da via digestiva: abaulamentos e “saliências” são muitas vezes achados de exames de endoscopia e colonoscopia; geralmente são encontrados ao acaso, sem relação com o motivo do exame e, usualmente, merecem uma investigação complementar diagnóstica. Esses achados podem representar apenas a saliência de algum órgão vizinho, sem significado patológico algum, ou lesões ditas subepiteliais da via digestiva. Essas lesões são, normalmente, pequenos nódulos que se originam abaixo da “pele” (mucosa) da via digestiva, a maioria de característica benigna.
Entretanto, alguns desses nódulos podem ser maiores do que parecem e outros podem crescer, com o tempo, tornando-se uma exceção. Por isso, eles merecem investigação, tendo em vista que se encontram “enterrados” na parede da via digestiva e a imagem endoscópica é limitada apenas à sua superfície. Além disso, as biópsias endoscópicas convencionais não esclarecem o diagnóstico. Enquanto a ecoendoscopia permite avaliar melhor as dimensões e o aspecto desses nódulos, demonstrando, também, onde estão situados e permitindo a coleta de material por meio de uma punção.
Estadiamento de câncer digestivo: precisão na avaliação de tumores
Tumores malignos da via digestiva – estadiamento oncológico: para os tumores da via digestiva como esófago, estômago e reto, a ecoendoscopia permite avaliar a profundidade da lesão, na parede do órgão, e a presença de gânglios linfáticos (popularmente conhecidos por ínguas).
Doenças do pâncreas e vias biliares: diagnóstico com ecoendoscopia
Doenças, tumores e achados em pâncreas, vesícula biliar, papila duodenal, canal biliar (colédoco): em casos de icterícia (amarelão), por compressão do canal biliar, a ecoendoscopia pode ajudar a definir a presença de tumor ou pedras (cálculos) e, se torna assim, o melhor exame para avaliar as lesões na papila duodenal maior; além de ser muito útil também para avaliar cistos pancreáticos, sendo um exame complementar à colangioressonância magnética.

Ecoendoscopia terapêutica: tratamentos minimamente invasivos
Assim, a ecoendoscopia se torna mais do que um exame de imagem, que permite intervenções importantes que vão além das biópsias. Dentre essas intervenções, podemos listar: drenagens, derivações, derivações de cistos pancreáticos ou biliares ou outras coleções intrabdominais, bem como injeções e implantes; geralmente, esses procedimentos evitam uma cirurgia. Chamamos isso de ecoendoscopia terapêutica.

Contraindicações da ecoendoscopia: quando o exame não é indicado
Contraindicações
• Semelhantes às da endoscopia comum:
◦ dificuldades anatômicas no trajeto,
◦ impossibilidade de sedação profunda,
◦ limitação cardiopulmonar.
• Em pacientes com cirurgias gástricas prévias, o acesso pode ser prejudicado.
Riscos da ecoendoscopia: segurança e possíveis complicações
Riscos
• Geralmente baixo risco.
• Possíveis eventos: desconforto na garganta, pequeno sangramento na punção, bacteremia transitória.
• Raros: pancreatite após punção de pâncreas (~2%), abscessos, perfurações.
Conclusão: avanço no diagnóstico e tratamento do trato digestivo
A ecoendoscopia é um método avançado, seguro e muito útil tanto para diagnóstico quanto para tratamentos minimamente invasivos, especialmente em doenças do pâncreas, vias biliares e tumores do trato digestivo.
Referências utilizadas nesta matéria - III Brazilian consensus statement on endoscopic ultrasound Arq Gastroenterol • 2024. v. 61:e24062
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