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Ciclo de 11 anos pode explicar secas e enchentes no Brasil, afirma especialista em energia

Estudos indicam regularidade hídrica natural que impacta reservatórios, geração hidrelétrica e preços da energia no país

Reservatórios de hidrelétricas são peças estratégicas para o equilíbrio do sistema elétrico brasileiro, garantindo geração de energia, controle de enchentes e armazenamento de água em períodos de seca.
Reservatórios de hidrelétricas são peças estratégicas para o equilíbrio do sistema elétrico brasileiro, garantindo geração de energia, controle de enchentes e armazenamento de água em períodos de seca. (Foto: Shutterstock)

Enercons

19/02/2026 às 15:16

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A alternância entre períodos de grandes secas e chuvas intensas no Brasil pode não ser apenas consequência de fatores recentes. Segundo o engenheiro e especialista em planejamento energético Ivo Pugnaloni, há um ciclo hídrico de aproximadamente 11 anos que se repete historicamente e influencia diretamente a geração de energia, o abastecimento de água e a economia.

De acordo com ele, compreender essa dinâmica é fundamental para enfrentar a crise hídrica, reduzir riscos de enchentes e fortalecer a segurança energética nacional.

“É quase inacreditável que a informação sobre o ciclo hídrico dos onze anos ainda não tenha chegado de forma clara à população, considerando o impacto que ele tem na prevenção de mortes, inundações e prejuízos econômicos.”

Ivo Pugnaloni - Presidente da ENERCONS

“É quase inacreditável que a informação sobre o ciclo hídrico dos onze anos ainda não tenha chegado de forma clara à população, considerando o impacto que ele tem na prevenção de mortes, inundações e prejuízos econômicos”, afirma Pugnaloni.

Ciclo climático natural e impacto na matriz energética

O especialista cita estudos crio-geológicos realizados nos Estados Unidos e na Rússia que indicam regularidade matemática desse ciclo há bilhões de anos, independentemente da ação humana. “Os estudos mostram que esses ciclos têm regularidade matemática há mais de 4 bilhões de anos. Não se trata de um fenômeno criado pelo homem”, explica.

Para Pugnaloni, ignorar esse comportamento cíclico dificulta o planejamento de reservatórios e compromete a eficiência da matriz energética brasileira, que é fortemente baseada em hidrelétricas.

Preço da energia e volatilidade nos períodos secos

A falta de planejamento adequado pode gerar impactos diretos no bolso do consumidor. Segundo ele, em períodos de estiagem severa, o preço da energia pode subir rapidamente. “Em menos de quinze dias, o valor pode saltar de R$ 250 para R$ 1.400 por MWh”, afirma. Ele ressalta que a oscilação de preços evidencia a importância de uma gestão estratégica dos reservatórios e da expansão equilibrada das fontes de geração.

Hidrelétricas, reservatórios e segurança hídrica

Pugnaloni também defende que as hidrelétricas cumprem papel essencial não apenas na geração de energia, mas no controle de enchentes, armazenamento de água e estabilidade do sistema elétrico.
“Acusar as hidrelétricas de não suportarem as secas ignora que muitos reservatórios foram projetados para operar por seis ou sete anos. O que ocorreu foi o aumento do consumo sem expansão proporcional da capacidade de armazenamento”, diz. Ele argumenta que, sem novos reservatórios, a água das chuvas acaba escoando rapidamente para o oceano, sem aproveitamento para abastecimento urbano, irrigação ou geração de energia.

Energia solar, eólica e o desafio da intermitência

O engenheiro reconhece a importância das fontes renováveis como solar e eólica, mas destaca a necessidade de complementariedade dentro da matriz.
“Solar e eólica são fundamentais, mas são intermitentes. Elas não produzem de forma contínua. Quando o sol se põe, alguém precisa garantir a estabilidade do sistema”, explica.
Para ele, a ausência de planejamento integrado pode ampliar a dependência de usinas termoelétricas, que possuem custo de geração significativamente maior e maior impacto ambiental.

Planejamento energético e desenvolvimento sustentável

O debate sobre novos reservatórios e ampliação da capacidade hidrelétrica, segundo Pugnaloni, precisa considerar não apenas questões ambientais, mas também segurança alimentar, controle de enchentes e abastecimento urbano.
Ele cita exemplos internacionais e nacionais onde hidrelétricas contribuíram para estabilidade hídrica e redução de enchentes, defendendo que o planejamento energético deve ser tratado como política estratégica de longo prazo. “A água precisa ser armazenada, protegida e utilizada de forma inteligente. Sem planejamento, perdemos energia, abastecimento e competitividade”, conclui.

Conteúdo técnico e formação para o mercado de energia

Além da elaboração de projetos, a empresa também oferta conteúdos informativos e cursos relacionados ao setor elétrico, como o programa “Onze Pontos Para Escolher um Investimento Seguro” e reportagens que abordam as transformações do mercado energético.

Outro material técnico disponibilizado pela companhia reúne os chamados “Nove Passos”, que sintetizam elementos essenciais para investidores interessados em pequenas hidrelétricas. Há ainda informações específicas sobre a micro hidrelétrica EK 75, voltada ao uso em micro usinas classificadas pela ANEEL como MCHsO interesse institucional por energia firme também tem crescido no campo governamental, aumentando a confiança do mercado em que finalmente, foi retomada a valorização da energia firme e permanente  

Em pronunciamento recente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a prioridade para a contratação de pequenas hidrelétricas e a expansão da infraestrutura energética movimento que se alinha à atuação de bancos de fomento, como o BNDES, no financiamento de projetos de geração hidráulica.

Informações adicionais sobre a atuação da ENERCONS , estudos técnicos e perspectivas de mercado podem ser encontradas no site da empresa .

A companhia também centraliza dúvidas e contatos via WhatsApp041985113927 e pelo e-mail institucional comercial@enercons.com.br.

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