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O redespertar das civilizações  hidráulicas no Brasil: por que a energia firme e o armazenamento de água doce é o investimento mais estratégico do século XXI?

Enquanto o cenário global de energia ainda é sacudido pela volatilidade dos combustíveis fósseis e por disputas estratégicas por recursos naturais, o Brasil se consolida como o líder de uma alternativa muito mais estável e pacífica: a energia hidrelétrica de pequeno porte.

Civilização Hidráulica: ao longo de seis décadas, o Brasil transformou seus rios em infraestrutura estratégica, construindo uma base energética e viária estável e soberana, comparável às grandes civilizações moldadas pela força das águas.
Civilização Hidráulica: ao longo de seis décadas, o Brasil transformou seus rios em infraestrutura estratégica, construindo uma base energética e viária estável e soberana, comparável às grandes civilizações moldadas pela força das águas. (Foto: Divulgação/Enercons)

Enercons

26/01/2026 às 10:11

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Historicamente, o mundo se acostumou a ver o petróleo como o grande lastro das economias. No entanto, o que observamos hoje é que a verdadeira soberania e segurança financeira vêm da capacidade de acumular água, e ao mesmo tempo gerar com seu movimento a energia firme e constante, sem depender de recursos energéticos que possam ser bloqueados militarmente.

No Brasil, assim como no passado das chamadas ‘civilizações hidráulicas’, dispomos de tecnologia e recursos capazes de mostrar ao mundo que a força das águas, e não a força das armas, é o que garante o progresso de forma contínua e segura, atraindo investimentos internos e externos.

Do petróleo à água: a nova garantia de valor

A história nos mostra que depender de fontes externas e finitas como o carvão e o petróleo gera instabilidade. O Brasil, felizmente, construiu ao longo de 60 anos o que podemos chamar de uma moderna “Civilização Hidráulica”, comparável às civilizações do Nilo, do Ganges, do Eufrates e do Rio Amarelo.

Exemplos como a Usina de Itaipu provam que o uso inteligente dos recursos hídricos traz não apenas muita eletricidade firme, mas desenvolvimento regional, piscicultura e preservação.

Diferente do petróleo que não se pode beber nem usar para irrigar - os reservatórios das nossas hidrelétricas são ativos multiuso. Eles garantem o abastecimento de cidades (como ocorre na Usina Hidrelétrica Pedra do Cavalo na Bahia), impulsionam o turismo náutico (como no “Mar de Minas” em Furnas) e criam estabilidade climática e lazer em nossas capitais (como o Lago Paranoá, em Brasília).

Hoje, investir em hidroeletricidade é investir em um ativo que  não apenas gera, mas também armazena energia e receita 24 horas por dia, sem as incertezas das crises internacionais de commodities, sem interrupções causadas pela sobrecarga da Rede Básica, com os famosos “curtailments”.

A revolução do mercado livre em 2026

O grande divisor de águas para o investidor brasileiro acontece agora. A publicação da Lei 15.269/25, abre uma era de liberdade completa de escolha. Cerca de 9 milhões de consumidores industriais e comerciais estão começando a buscar novos fornecedores para a energia que consumirão a partir de 24.11.27.  

Um ano depois serão todos os consumidores residenciais, poder público, irrigantes, etc. Este novo mercado permite que o consumidor escolha não apenas o preço, mas o tipo da fonte que irá produzir a energia e consumir.

E para quem deseja investir, a hidrelétrica de pequeno porte (PCH ou CGH) se destaca como a opção mais robusta frente à intermitência de outras fontes renováveis e à muito maior complexidade do licenciamento ambiental de grandes hidrelétricas Enquanto equipamentos importados sofrem com a variação cambial e o fim de subsídios externos, como acaba de acontecer com produtos vindos da China, a tecnologia hidrelétrica é 100% nacional, madura e extremamente rentável.

COMPARAÇÃO DE USINA SOLAR COM USINA HIDRELÉTRICA DE 75 kW

Reservatórios em níveis críticos reforçam o debate sobre o planejamento energético.
Reservatórios em níveis críticos reforçam o debate sobre o planejamento energético. (Foto: Divulgação/Enercons)

Tabela

Fim de subsídios na China. Painéis solares ficam mais caros em 2026

O simples anúncio de uma alteração na política fiscal da China já provocou  reflexos importantes no mercado global de energia solar, com impactos que já são sentidos também no Brasil. A expectativa é de elevação nos preços de módulos fotovoltaicos e baterias já a partir do segundo trimestre de 2026. O que prova o risco de depender de combustíveis, insumos e equipamentos importados.

A razão é o fim de um importante incentivo às exportações, que permitia a devolução de até 9% do imposto aos fabricantes, contribuindo para tornar os equipamentos chineses mais competitivos no mercado internacional.

A boa notícia é que isso abre novas oportunidades para investimento na fonte hidrelétrica de pequeno porte, que, além de operar 24 horas e não apenas 7, é totalmente produzida no Brasil, país que conta com recursos hídricos de rios e riachos  e utilizáveis em pelo menos 20% das suas propriedades rurais.

Em 1º de abril de 2026 esse subsídio do governo chinês às suas exportações de equipamentos solares cairá de 9% para 6%, sendo eliminado por completo a partir de 1º de janeiro de 2027.

Países países dependentes da produção chinesa de equipamentos fotovoltaicos como o Brasil, devem sentir o impacto com mais intensidade, já que atualmente, mais de 90% dos equipamentos utilizados pelo setor solar brasileiro são importados da China.

Tendências que podem redefinir o setor hidrelétrico internacional em 2026

Caso as tendências regulatórias, industriais e tecnológicas se confirmem, 2026 poderá marcar um novo ciclo da energia hidráulica no Brasil não apenas como fonte estruturante da matriz elétrica, mas como ativo econômico e estratégico capaz de contribuir para a estabilidade e para a segurança energética no longo prazo.

Afinal, hidrelétricas de todos os portes são baterias naturais de grande porte, que podem acumular em forma de água, a energia excedente que as usinas solares e eólicas não possam transmitir em determinados horários do dia por incapacidade das linhas de transmissão existentes.

A retomada das hidrelétricas, anunciada pelo governo federal serve também como reafirmação internacional da indústria e da tecnologia brasileiras como fornecedoras internacionais do segmento de geração nos mercados da África, Ásia e América Latina, como nas duas décadas anteriores.

“O Brasil tem um tesouro escondido bem na cara de todos nós”

Para Ivo Pugnaloni, CEO da ENERCONS, nessa época de guerras comerciais nunca vistas depois da Segunda Guerra Mundial, quanto maior for nossa dependência de equipamentos de fabricação estrangeira , pior será não apenas para os investidores  do setor elétrico, mas para os consumidores.

Principalmente, os industriais. Ao contrário, hoje, depois das 3 da tarde, quando o Operador Nacional do Sistema precisa  acionar as usinas termoelétricas seis vezes mais caras que as hidrelétricas (que não foram ainda construídas em quantidade suficiente por uma precificação feita pela Empresa de Pesquisa Energética) 80% de seus equipamentos são totalmente importados dos EUA ou da Inglaterra. Enquanto se fossem acionadas novas  hidrelétricas elas seriam 100% produzidas no Brasil,  gerando empregos no Brasil”, concluiu Ivo Pugnaloni.

Ivo Pugnaloni ressalta que, enquanto a China, com 1.400 TWh por ano é hoje o maior produtor de energia hidrelétrica do mundo, gerando mais de 30% da energia hidrelétrica global, o Brasil, com 430 TWh, mais de 9,3% de todo o mundo, é o segundo maior produtor mundial.

“Aos EUA, campeões do consumo e do comércio do petróleo mundial, cabe o quarto lugar na geração hidrelétrica com 270 TWh por ano, ficando o terceiro lugar com o Canadá, com 400 TWh por ano e o quinto lugar com a Rússia com 200 TWh ano. mas quase nenhum brasileiro sabe disso, conhece essa riqueza"

Eng.Ivo Pugnaloni

“Para as próximas décadas o Brasil possui ainda outros 135 GW remanescentes esperando para serem construídos, ou seja , 10% das reservas mundiais já identificadas, atrás apenas da própria China com 13% e da Rússia com 12%” diz Ivo Pugnaloni.

Citando dados do SIPOT e da EPE , o especialista afirma que esses números referem-se no caso brasileiro, ao uso apenas de usinas acima de 5 MW de potência instalada, sendo não contabilizados os de menor porte, existentes em mais de 20% das propriedades rurais do Brasil.

A abertura do mercado para 92 milhões de consumidores colocam as pequenas hidrelétricas no centro das atenções em 2026.

Nesse cenário, empresas com atuação no segmento hidrelétrico observam que a combinação de  tecnologia nacional, geração e armazenamento de energia firme para concessionarias e geradores, armazenamento  em baterias para plantas industriais, comerciais e condomínios, com a abertura total do mercado livre, tende a criar um ambiente favorável a novos e vultosos investimentos a partir de 2026.

A ENERCONS por exemplo, além de já estar atuando em estudos de viabilidade para projetos de armazenamento hidráulico e sólido para usinas fotovoltaicas e eólicas, acumula em seu portfólio mais de 100 estudos de viabilidade técnico-econômica e projetos hidrelétricos desenvolvidos nas últimas duas décadas em diversas regiões do país (https://enercons.com.br/projetos-elaborados/).

“Por isso, acompanhamos muito de perto a evolução regulatória que permitirá a migração de aproximadamente 92 milhões de consumidores para o mercado livre de energia ao longo dos próximos anos”, seu CEO.

A ENERCONS tem Ivo Pugnaloni, engenheiro eletricista à frente da empresa desde a sua criação em outubro de 2000, tendo sido fundador e primeiro presidente da associação brasileira de PCHs, a ABRAPCH, além de Diretor de Planejamento da COPEL e presidente da COPEL DISTRIBUIÇÃO.

Conteúdo técnico e formação para o mercado de energia

Além da elaboração de projetos, a empresa também oferta conteúdos informativos e cursos relacionados ao setor elétrico, como o programa “Onze Pontos Para Escolher um Investimento Seguro” e reportagens que abordam as transformações do mercado energético.

Outro material técnico disponibilizado pela companhia reúne os chamados “Nove Passos”, que sintetizam elementos essenciais para investidores interessados em pequenas hidrelétricas. Há ainda informações específicas sobre a micro hidrelétrica EK 75, voltada ao uso em micro usinas classificadas pela ANEEL como MCHsO interesse institucional por energia firme também tem crescido no campo governamental, aumentando a confiança do mercado em que finalmente, foi retomada a valorização da energia firme e permanente

Em pronunciamento recente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a prioridade para a contratação de pequenas hidrelétricas e a expansão da infraestrutura energética movimento que se alinha à atuação de bancos de fomento, como o BNDES, no financiamento de projetos de geração hidráulica.

Informações adicionais sobre a atuação da ENERCONS , estudos técnicos e perspectivas de mercado podem ser encontradas no site da empresa .

A companhia também centraliza dúvidas e contatos via WhatsApp 041985113927 e pelo e-mail institucional comercial@enercons.com.br.

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