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Mercado livre avança, mas depende das hidrelétricas

No mercado livre de energia, escolhas técnicas agora impactam diretamente custos, riscos e investimentos. Estudos da Enercons explicam por que as hidrelétricas continuam no centro da segurança do sistema elétrico brasileiro.

Usina hidrelétrica em operação, com vertedouro aberto e liberação de água, evidenciando a força da geração hídrica como base da energia firme no sistema elétrico brasileiro.
Usina hidrelétrica em operação, com vertedouro aberto e liberação de água, evidenciando a força da geração hídrica como base da energia firme no sistema elétrico brasileiro. (Foto: Shutterstock)

Enercons

06/02/2026 às 18:09

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À medida que o consumidor passa a ter liberdade para escolher não apenas o fornecedor, mas também o tipo de  fonte de energia, compreender os fundamentos técnicos que sustentam o sistema elétrico brasileiro torna-se essencial para evitar custos ocultos e riscos que impactam consumidores e investidores.

Com a entrada em vigor da Lei nº 15.269/25, que ampliou o mercado livre de energia e estendeu o direito de escolha a milhões de consumidores, o setor elétrico brasileiro inicia uma nova etapa. A partir desse marco regulatório, decisões antes restritas a agentes especializados passam a ter impacto direto sobre o custo, a segurança e a previsibilidade do fornecimento de energia.

Nesse novo cenário, especialistas alertam que a compreensão do papel estrutural das hidrelétricas — como fonte renovável de caráter firme e permanente — é fundamental para garantir não apenas esses direitos , mas o equilíbrio do sistema, contendo  a escalada tarifária e reduzindo prejuízos associados ao chamado curtailment provocado, , por limitações na infraestrutura de transmissão.

Mais do que evitar desequilíbrios sistêmicos, já apontados por órgãos reguladores, trata-se de permitir que empresas e investidores façam escolhas técnicas mais seguras, alinhadas às características do sistema elétrico brasileiro, cuja complexidade regulatória exige conhecimento especializado.

Base técnica para decisões estratégicas

É a partir dessa premissa que a Enercons, fundada há 25 anos pelo engenheiro eletricista Ivo Pugnaloni, reúne um amplo acervo não só de estudos técnicos sobre o papel das hidrelétricas na matriz elétrica nacional, mas sobre eficientização energética e compra e venda de energia, Com mais de quatro décadas de atuação no setor, Pugnaloni acompanhou de perto as transformações regulatórias, a diversificação da matriz e os desafios atuais da integração entre fontes firmes e intermitentes.

Nas últimas décadas, o setor elétrico brasileiro passou por mudanças estruturais: universalização do acesso, criação do mercado livre, digitalização da operação e crescimento acelerado de fontes como solar e eólica. A ampliação do mercado livre, prevista para alcançar dezenas de milhões de consumidores, tende a transformar o consumidor em um agente ativo, responsável por escolhas que vão além do preço imediato.

Esse movimento também abre novas oportunidades para investidores de médio e pequeno porte, que passam a atuar em um mercado mais amplo, diverso e competitivo, tanto na compra como na produção e venda de energia como atividadeA principal questão, contudo, permanece: em quais fontes investir e sob quais modalidades de comercialização?

Para o engenheiro Ivo, a hidrelétrica segue como pilar da energia firme, garantindo previsibilidade e segurança ao avanço do mercado livre no Brasil.Para o engenheiro Ivo, a hidrelétrica segue como pilar da energia firme, garantindo previsibilidade e segurança ao avanço do mercado livre no Brasil. (Foto: Divulgação/ENERCONS)

“Energia deixou de ser uma commodity simples. Cada fonte possui atributos técnicos que impactam o funcionamento do sistema como um todo. Ignorar essas diferenças pode gerar riscos e custos relevantes."

Eng. Ivo Pugnaloni ex-diretor de planejamento da COPEL
e ex-presidente da ABRAPCH.

Hidrelétrica como energia firme para crescimento e estabilidade

Um dos pontos centrais destacados nos estudos da Enercons é o papel das hidrelétricas como fonte de energia firme. Diferentemente das fontes intermitentes, as usinas hidrelétricas operam de forma contínua, previsível e controlável, fornecendo lastro energético ao sistema.

Seus reservatórios funcionam como sistemas naturais de armazenamento, permitindo modular a geração ao longo do dia e das estações do ano. Essa flexibilidade é essencial para atender picos de demanda, compensar variações bruscas de geração renovável e garantir o equilíbrio entre oferta e consumo.

Além disso, as grandes massas girantes das usinas hidráulicas contribuem para a estabilidade da frequência e da tensão da rede elétrica, reduzindo riscos de blecautes e oscilações que afetam consumidores residenciais, industriais e infraestruturas críticas, como data centers.

Como a hidrelétrica complementa as fontes renováveis

Os estudos da Enercons também destacam a complementaridade entre as hidrelétricas que são renováveis permanentes e as fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. Longe de uma lógica de substituição, a experiência internacional demonstra que a integração entre essas fontes aumenta a eficiência do sistema e reduz perdas associadas à falta de capacidade de transmissão.

Reservatórios hidrelétricos permitem absorver excedentes de geração renovável em momentos de baixa demanda e compensar rapidamente quedas de produção causadas por variações climáticas. Essa flexibilidade reduz a necessidade de acionamento frequente de usinas termelétricas fósseis, que apresentam custos mais elevados e maior impacto ambiental.

Segundo Pugnaloni, esse modelo integrado cria oportunidades para investidores ligados a atividades agrícolas, florestais, industriais e imobiliárias, normalmente exercidas nas regiões rurais, próximas de rios e riachos. Especialmente em projetos de pequeno e médio porte, que podem combinar geração, armazenamento e uso produtivo  dos recursos hídricos em piscicultura, irrigação com água de superfície e não das reservas subterrâneas, dentro das rigorosas normas socioambientais brasileiras.

Benefícios socioambientais e desenvolvimento regional

Os benefícios  das hidrelétricas vão além da geração de energia. Estudos acumulados pela Enercons indicam ganhos ambientais sistêmicos, como o controle das cheias, a regularização do fluxo dos rios, recarga de aquíferos, a proteção das margens contra o descarte de resíduos  e um monitoramento permanente da qualidade da água.

Do ponto de vista econômico, empreendimentos hidrelétricos — inclusive de menor porte como as PCHs e CGHs — impulsionam o desenvolvimento regional, geram empregos locais, estimulam atividades hoteleiras e imobiliárias e o oturismo rural, como em Itá, Santa Catarina além de fortalecer a arrecadação municipal por meio de tributos como o ISS da sua construção e o ICMS ecológico nas suas áreas de preservação permanente.

Por estarem mais próximas dos centros de consumo, essas usinas também reduzem “picos” e perdas na transmissão e contribuem para a melhoria da eficiência do sistema elétrico, evitando cortes de geração, atraindo novas atividades industriais cada vez mais complexas, para as regiões onde são instaladas.

Planejamento e informação como pilares da transição energética

Em um ambiente de mercado livre e geração distribuída, agora acessível a todos, a previsibilidade se torna um ativo estratégico para quem a valoriza. A contratação de energia firme e o uso inteligente de sistemas de armazenamento — hidráulico ou em baterias — permitem reduzir a exposição à volatilidade de preços e aumentar a segurança operacional de cada atividade, pelo menor custo, associando armazenamento e produção.

“Planejar os sistemas de forma integrada, considerando segurança, custo e sustentabilidade, é essencial para que a transição energética traga benefícios reais à sociedade. Ainda mais quando há insegurança de fornecimento”, afirma Pugnaloni.

A Enercons reúne centenas de estudos técnicos sobre os impactos das hidrelétricas no sistema elétrico brasileiro, incluindo um levantamento detalhado com mais de 50 benefícios técnicos, operacionais, ambientais e ao desenvolvimento econômico, associados a essa fonte de energia.

“E tudo isso, não apenas para o homem branco, mas para as populações indígenas como a Pequena Central Hidrelétrica Sacre II, em Mato Grosso. Operando desde 2006, ela gera não apenas energia renovável com baixo impacto ambiental, mas muitas receitas, empregos, educação e alimentação para a tribo dos Haleti – Paresis, O documentário do João Crisoste, com os depoimentos cacique, do pajé e das moradoras sobre a PCH é algo que o leitor não vai perder a oportunidade de conhecer. E divulgar para os amigos, pois prova quanto erradas estão opiniões quanto aos indígenas e sua ótima relação com o progresso e o desenvolvimento de suas terras e seu povo”.

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O material completo está disponível em www.enercons.com.br , com conteúdo técnico aprofundado para profissionais do setor, investidores, produtores rurais, proprietários de quedas d’água e consumidores de qualquer porte, interessados em compreender o papel da energia hidrelétrica no futuro do desenvolvimento brasileiro, em tempo de liberação completa do mercado de energia.

Pequena hidrelétrica em operação contínua, com barramento de baixa altura, ilustrando o papel da geração hídrica como fonte estável e complementar no mercado livre de energia.Pequena hidrelétrica em operação contínua, com barramento de baixa altura, ilustrando o papel da geração hídrica como fonte estável e complementar no mercado livre de energia. (Foto: Shutterstock)

“Para tirar proveito das mudanças que estão ocorrendo, é preciso conhecê-las de forma não apenas ampla, mas mais profunda. Não basta mais ler manchetes sem entender o conteúdo. Afinal, a liberação completa do mercado livre, criou 92 milhões de novos consumidores. Eles já estão buscando como mesclar com segurança a energia firme e a energia variável, adquirindo-a de intermediários e de empresas geradoras de todos os portes. Num ambiente assim terão mais oportunidades aqueles que, possuindo os recursos hídricos buscarem entender como podem beneficiar-se, de forma mais favorável às suas famílias, à sua comunidade e ao ambiente”, explica  Ivo Pugnaloni.

"A ENERCONS, por acreditar nos efeitos benéficos dessa abertura, dedica-se a aproximar os investidores e proprietários destas áreas com potenciais hidrelétricos mesmo de pequeno porte, para com os estudos adequados atendam às exigências de ambas as partes, de forma pioneira.”

Eng. Ivo Pugnaloni ex-diretor de planejamento da COPEL
e ex-presidente da ABRAPCH.

“É como eu digo sempre: o sol nasceu para todos. Mas as quedas d’água, só alguns já conseguiram entender a sua importância. E a sorte que têm, por possuí-las. Ainda mais num mundo onde fica cada vez mais claro que, muito breve irão faltar energia e água doce”, completa o engenheiro Pugnaloni.

Um profissional que em seu currículo possui a responsabilidade técnica por mais de 100 estudos de viabilidade e projetos de hidrelétricas, além de 7.000 ligações de eletrificação rural. E que ao encerrar nosso diálogo, afirmou não sem uma ponte de emoção: “eu sou só um aluno, um discípulo, de mestres como Clodoveu Holzmann, Ênio Amaral, José Hisbello Campos e Nelson Luíz de Souza Pinto”.

Conteúdo técnico e formação para o mercado de energia

Além da elaboração de projetos, a empresa também oferta conteúdos informativos e cursos relacionados ao setor elétrico, como o programa “Onze Pontos Para Escolher um Investimento Seguro” e reportagens que abordam as transformações do mercado energético.

Outro material técnico disponibilizado pela companhia reúne os chamados “Nove Passos”, que sintetizam elementos essenciais para investidores interessados em pequenas hidrelétricas. Há ainda informações específicas sobre a micro hidrelétrica EK 75, voltada ao uso em micro usinas classificadas pela ANEEL como MCHsO interesse institucional por energia firme também tem crescido no campo governamental, aumentando a confiança do mercado em que finalmente, foi retomada a valorização da energia firme e permanente  

Em pronunciamento recente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a prioridade para a contratação de pequenas hidrelétricas e a expansão da infraestrutura energética movimento que se alinha à atuação de bancos de fomento, como o BNDES, no financiamento de projetos de geração hidráulica.

Informações adicionais sobre a atuação da ENERCONS , estudos técnicos e perspectivas de mercado podem ser encontradas no site da empresa .

A companhia também centraliza dúvidas e contatos via WhatsApp 041985113927 e pelo e-mail institucional comercial@enercons.com.br.

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