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São Paulo enfrenta um cenário desafiador em relação aos recursos hídricos. O Estado vive a maior seca dos últimos dez anos, combinada a temperaturas elevadas e aumento da demanda por água. Mesmo quando ocorrem chuvas, os volumes não têm sido suficientes nos locais onde mais importam: as áreas de captação dos reservatórios que abastecem milhões de pessoas.
Diante desse contexto, o Governo de São Paulo reforça a importância do consumo consciente e convoca a população a participar ativamente das ações de preservação da água, minimizando os impactos da estiagem e contribuindo para a segurança hídrica.
Economia de água começa com atitudes cotidianas
Pequenas mudanças no dia a dia podem gerar impactos significativos quando adotadas por toda a população. O Governo de São Paulo orienta a adoção de práticas simples e eficazes para reduzir o consumo de água e preservar os reservatórios.
Entre as principais recomendações estão:
- Limpar calçadas com vassoura, evitando o uso de mangueira
- Tomar banhos curtos, com duração aproximada de cinco minutos
- Fechar a torneira ao escovar os dentes, ensaboar as mãos ou lavar a louça
Essas ações ajudam a diminuir o desperdício e contribuem diretamente para a conservação dos recursos hídricos em períodos críticos.

Gestão integrada dos reservatórios com tecnologia e planejamento
Além do engajamento da população, o Governo de São Paulo investe em tecnologia, planejamento e obras para garantir o abastecimento de água de forma adequada e responsável. Desde 2025, o Estado conta com um modelo inédito e mais moderno de acompanhamento e gestão integrada dos reservatórios, coordenado pela SP Águas.
O sistema permite projetar cenários para até 12 meses, considerando variáveis como volume de chuvas, consumo e níveis de reservação. A metodologia define sete faixas de atuação conforme os níveis dos reservatórios, orientando decisões técnicas e preventivas para evitar situações emergenciais.
Hoje, estamos na faixa 3, com 10 horas de gestão de demanda noturna, que é a redução da pressão da água à noite, e qualquer movimento de redução desse volume é imediatamente seguido de ações de mitigação, visando a estabilidade do sistema. O controle da vazão de água no período noturno por 10 horas, feito sob acompanhamento e fiscalização contínuos da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), já gerou uma economia em seis meses de mais de 82 bilhões de litros de água, o suficiente para abastecer mais de 14 milhões de pessoas por 30 dias.
Investimentos contínuos em segurança hídrica
Em paralelo a todo o trabalho de gestão e monitoramento, a desestatização da Sabesp garantiu o fôlego necessário para as obras estruturantes que vão reforçar a resiliência hídrica de São Paulo pelas próximas décadas. A antecipação do bombeamento de até 2.500 L/s do rio Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê, obra entregue no fim do ano passado, seis meses antes do previsto, aumentou em 17% o volume do reservatório, beneficiando 22 milhões de pessoas, com investimento de R$ 300 milhões. É um exemplo, de um pacote que supera R$ 5 bilhões em obras de segurança e resiliência hídrica na Região Metropolitana de São Paulo até 2027.
Já está em andamento a interligação Billings – Alto Tietê, que permitirá a captação de até 4 mil litros por segundo de água bruta no braço Rio Pequeno da represa Billings, em São Bernardo do Campo, com bombeamento para a represa Taiaçupeba, em Suzano, que faz parte do Sistema Alto Tietê. A interligação vai reforçar o abastecimento de toda a Grande São Paulo ao oferecer mais água para o Sistema Integrado Metropolitano, beneficiando cerca de 22 milhões de pessoas. O investimento é de R$ 1,4 bilhão.
Conscientização e corresponsabilidade da sociedade
A preservação dos recursos hídricos depende de uma ação conjunta entre poder público, empresas e cidadãos. Por isso, o Governo de São Paulo reforça campanhas educativas e orientações públicas para estimular o consumo consciente e a adoção de boas práticas.
A comunicação transparente sobre a situação hídrica e as projeções futuras é parte da estratégia de engajamento da sociedade, promovendo a corresponsabilidade na proteção da água.
Previsão de chuvas abaixo da média reforça alerta
As projeções meteorológicas indicam chuvas abaixo da média para os próximos meses, o que aumenta a necessidade de atenção e planejamento. Diante desse cenário, o Governo de São Paulo intensifica as ações de conscientização e reforça a importância da economia de água em residências, empresas e serviços públicos.
A antecipação de medidas preventivas, aliada ao engajamento da população, é essencial para reduzir os impactos da estiagem e garantir o abastecimento para todos.
Cada atitude conta
A água é um recurso essencial para a vida, a economia e o desenvolvimento. O Governo de São Paulo reforça que cada atitude conta e que a economia de água no dia a dia contribui diretamente para a preservação dos mananciais e a segurança hídrica de milhões de pessoas.
Com planejamento, tecnologia e participação da sociedade, o Estado avança para enfrentar os desafios da estiagem e garantir o abastecimento hídrico de forma responsável e sustentável.
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