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Com orientação e planejamento, São Paulo reforça economia de água nas regiões mais críticas

Governo convoca população a adotar práticas simples no dia a dia e amplia investimentos para preservar os reservatórios

Reservatórios da Grande São Paulo são foco de ações do governo paulista para conscientização da população sobre economia de água e preservação diante da estiagem.
Reservatórios da Grande São Paulo são foco de ações do governo paulista para conscientização da população sobre economia de água e preservação diante da estiagem. (Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

Governo do Estado de São Paulo -

06/02/2026 às 23:09

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São Paulo enfrenta um cenário desafiador em relação aos recursos hídricos. O Estado vive a maior seca dos últimos dez anos, combinada a temperaturas elevadas e aumento da demanda por água. Mesmo quando ocorrem chuvas, os volumes não têm sido suficientes nos locais onde mais importam: as áreas de captação dos reservatórios que abastecem milhões de pessoas.

Diante desse contexto, o Governo de São Paulo reforça a importância do consumo consciente e convoca a população a participar ativamente das ações de preservação da água, minimizando os impactos da estiagem e contribuindo para a segurança hídrica.

Economia de água começa com atitudes cotidianas

Pequenas mudanças no dia a dia podem gerar impactos significativos quando adotadas por toda a população. O Governo de São Paulo orienta a adoção de práticas simples e eficazes para reduzir o consumo de água e preservar os reservatórios.

Entre as principais recomendações estão:

  • Limpar calçadas com vassoura, evitando o uso de mangueira
  • Tomar banhos curtos, com duração aproximada de cinco minutos
  • Fechar a torneira ao escovar os dentes, ensaboar as mãos ou lavar a louça

Essas ações ajudam a diminuir o desperdício e contribuem diretamente para a conservação dos recursos hídricos em períodos críticos.

Engajamento da população para uso consciente de água é uma das estratégias do Governo de São Paulo para enfrentar a estiagem e garantir o fornecimento à população.Engajamento da população para uso consciente de água é uma das estratégias do Governo de São Paulo para enfrentar a estiagem e garantir o fornecimento à população. (Foto: Divulgação/Governo de São Paulo)

Gestão integrada dos reservatórios com tecnologia e planejamento

Além do engajamento da população, o Governo de São Paulo investe em tecnologia, planejamento e obras para garantir o abastecimento de água de forma adequada e responsável. Desde 2025, o Estado conta com um modelo inédito e mais moderno de acompanhamento e gestão integrada dos reservatórios, coordenado pela SP Águas.

O sistema permite projetar cenários para até 12 meses, considerando variáveis como volume de chuvas, consumo e níveis de reservação. A metodologia define sete faixas de atuação conforme os níveis dos reservatórios, orientando decisões técnicas e preventivas para evitar situações emergenciais.

Hoje, estamos na faixa 3, com 10 horas de gestão de demanda noturna, que é a redução da pressão da água à noite, e qualquer movimento de redução desse volume é imediatamente seguido de ações de mitigação, visando a estabilidade do sistema. O controle da vazão de água no período noturno por 10 horas, feito sob acompanhamento e fiscalização contínuos da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), já gerou uma economia em seis meses de mais de 82 bilhões de litros de água, o suficiente para abastecer mais de 14 milhões de pessoas por 30 dias.

Investimentos contínuos em segurança hídrica

Em paralelo a todo o trabalho de gestão e monitoramento, a desestatização da Sabesp garantiu o fôlego necessário para as obras estruturantes que vão reforçar a resiliência hídrica de São Paulo pelas próximas décadas. A antecipação do bombeamento de até 2.500 L/s do rio Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê, obra entregue no fim do ano passado, seis meses antes do previsto, aumentou em 17% o volume do reservatório, beneficiando 22 milhões de pessoas, com investimento de R$ 300 milhões. É um exemplo, de um pacote que supera R$ 5 bilhões em obras de segurança e resiliência hídrica na Região Metropolitana de São Paulo até 2027.

Já está em andamento a interligação Billings – Alto Tietê, que permitirá a captação de até 4 mil litros por segundo de água bruta no braço Rio Pequeno da represa Billings, em São Bernardo do Campo, com bombeamento para a represa Taiaçupeba, em Suzano, que faz parte do Sistema Alto Tietê. A interligação vai reforçar o abastecimento de toda a Grande São Paulo ao oferecer mais água para o Sistema Integrado Metropolitano, beneficiando cerca de 22 milhões de pessoas. O investimento é de R$ 1,4 bilhão.

Conscientização e corresponsabilidade da sociedade

A preservação dos recursos hídricos depende de uma ação conjunta entre poder público, empresas e cidadãos. Por isso, o Governo de São Paulo reforça campanhas educativas e orientações públicas para estimular o consumo consciente e a adoção de boas práticas.

A comunicação transparente sobre a situação hídrica e as projeções futuras é parte da estratégia de engajamento da sociedade, promovendo a corresponsabilidade na proteção da água.

Previsão de chuvas abaixo da média reforça alerta

As projeções meteorológicas indicam chuvas abaixo da média para os próximos meses, o que aumenta a necessidade de atenção e planejamento. Diante desse cenário, o Governo de São Paulo intensifica as ações de conscientização e reforça a importância da economia de água em residências, empresas e serviços públicos.

A antecipação de medidas preventivas, aliada ao engajamento da população, é essencial para reduzir os impactos da estiagem e garantir o abastecimento para todos.

Cada atitude conta

A água é um recurso essencial para a vida, a economia e o desenvolvimento. O Governo de São Paulo reforça que cada atitude conta e que a economia de água no dia a dia contribui diretamente para a preservação dos mananciais e a segurança hídrica de milhões de pessoas.

Com planejamento, tecnologia e participação da sociedade, o Estado avança para enfrentar os desafios da estiagem e garantir o abastecimento hídrico de forma responsável e sustentável.

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