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O enfrentamento à dengue segue como uma das principais prioridades de saúde pública no estado de São Paulo, que tem ampliado suas estratégias para conter o avanço da doença em diferentes regiões. As ações coordenadas envolvem tecnologia, reforço na rede assistencial, campanhas de conscientização e vacinação. O governo paulista atua de forma contínua em todo o estado, especialmente nos municípios das regiões de Araraquara, Araçatuba, Barretos, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto e Sorocaba, além de outras localidades.
A estratégia adotada combina monitoramento em tempo real com intervenções direcionadas, permitindo respostas mais rápidas diante do aumento de casos. O uso de drones para identificar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti em áreas urbanas tem contribuído para tornar as ações mais precisas, enquanto os sistemas de vigilância epidemiológica ajudam a mapear regiões com maior incidência da doença. Esse acompanhamento constante orienta a tomada de decisões e o direcionamento de equipes e recursos.
Rede de saúde reforçada e apoio aos municípios
Na rede de saúde, o estado também tem reforçado a capacidade de atendimento, com mais de 40 mil profissionais mobilizados em diferentes frentes. O objetivo é garantir diagnóstico ágil, tratamento adequado e evitar a sobrecarga dos serviços, especialmente em períodos de maior circulação do vírus. Ao mesmo tempo, o Governo de São Paulo intensificou o repasse de recursos por meio do IGM SUS Paulista, e o apoio técnico aos municípios, que são responsáveis por grande parte das ações diretas de combate ao mosquito.
Vacinação avança como aliada no combate à dengue
Outro eixo importante dessa estratégia é a vacinação, que vem sendo ampliada como medida complementar de proteção à população. O estado já distribuiu milhares de doses e segue alinhado às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse contexto, ganha destaque o avanço científico liderado pelo Instituto Butantan, responsável pelo desenvolvimento da primeira vacina no mundo em dose única, que representa um marco no combate à dengue no país. O imunizante apresentou eficácia geral de 74,7% e alcançou 91,6% de proteção contra formas graves da doença, com base em estudos clínicos realizados ao longo de cinco anos com mais de 16 mil voluntários em diferentes estados brasileiros.
A vacina, que protege contra os quatro sorotipos do vírus, demonstrou segurança tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas sem contato prévio com o patógeno. Outro diferencial relevante é o esquema de dose única, fator que contribui para ampliar a adesão e facilitar a cobertura vacinal. Estudos seguem em andamento para expandir o público elegível, incluindo pessoas entre 60 e 79 anos.
Maior risco está dentro de casa
Apesar do avanço das políticas públicas e das soluções tecnológicas, especialistas reforçam que o controle da dengue depende diretamente da participação da população. Um dado chama atenção e orienta as estratégias de prevenção: cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências. Isso significa que o maior risco pode estar em locais cotidianos e muitas vezes negligenciados, como pratos de plantas, garrafas, pneus, lixeiras e recipientes utilizados para armazenar água ou alimentar animais.
Combate à dengue: o que fazer no dia a dia
A prevenção começa dentro de casa e deve fazer parte da rotina. Pequenas ações ajudam a eliminar focos do mosquito e reduzir o risco de transmissão:
• Verifique semanalmente pratos de plantas e mantenha-os com areia
• Guarde garrafas e recipientes de cabeça para baixo
• Mantenha lixeiras sempre fechadas
• Limpe calhas e evite acúmulo de folhas
• Descarte pneus de forma correta ou mantenha-os protegidos
• Higienize com frequência as vasilhas de água dos pets
• Certifique-se de que caixas d’água estejam bem vedadas
Conscientização e mobilização coletiva são decisivas
Diante desse cenário, o Governo de São Paulo tem reforçado campanhas educativas com foco em informação clara e acessível, destacando que atitudes simples podem fazer diferença significativa no controle da doença. A orientação é que a população incorpore à rotina a verificação frequente de possíveis pontos de acúmulo de água parada, mantendo ambientes limpos, organizados e livres de condições que favoreçam a reprodução do mosquito.
O combate à dengue, portanto, se estabelece como uma responsabilidade compartilhada. De um lado, o poder público investe em tecnologia, amplia a estrutura de atendimento, distribui vacinas e coordena ações em escala estadual. De outro, a participação ativa da população é essencial para eliminar os focos do mosquito e interromper o ciclo de transmissão.
Ação conjunta para reduzir casos e salvar vidas
Ao integrar diferentes frentes de atuação e ampliar o alcance das medidas de prevenção e controle, o estado de São Paulo reforça seu compromisso com a saúde pública e com a proteção da população. A mobilização contínua e o engajamento das pessoas são determinantes para reduzir os casos e evitar formas graves da doença.
Combate à dengue exige atenção diária e ação conjunta. Fazer a sua parte é um passo fundamental para proteger não apenas a própria casa, mas toda a comunidade.
