Garantir acesso à saúde pública de qualidade é um dos maiores desafios enfrentados pelos governos em todo o país. Filas para exames e cirurgias, hospitais sobrecarregados e dificuldades para manter equipes completas fazem parte da realidade de milhões de brasileiros. Em São Paulo, esse cenário começou a mudar de forma estruturante com a criação da Tabela SUS Paulista, uma política pública que redefine o financiamento da saúde e gera impacto direto na vida da população.
Para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS) no dia a dia, essa mudança significa atendimento mais rápido, mais perto de casa e mais chances de conseguir consulta, exame ou cirurgia no tempo certo.
A iniciativa pioneira, implementada pelo Governo de São Paulo, foi criada para enfrentar uma distorção histórica do SUS: a defasagem dos valores pagos pela tabela nacional aos hospitais pelos atendimentos. Ao complementar esses valores com recursos próprios do Estado, São Paulo passou a garantir que os hospitais recebam até cinco vezes mais pelos procedimentos realizados, criando condições reais para ampliar o atendimento e reduzir filas.
O que é a Tabela SUS Paulista
A Tabela SUS Paulista é um programa estadual de financiamento da saúde que complementa os valores pagos pelo Governo Federal por procedimentos hospitalares realizados pelo SUS. Na prática, o Estado assume parte do custeio desses atendimentos. Com isso, hospitais filantrópicos e conveniados ao SUS passam a ter sustentabilidade financeira para atender mais pessoas.
Desde 2024, a política já representa um investimento de cerca de R$ 8 bilhões, aplicados diretamente na ampliação da oferta de serviços. Esses recursos se traduzem em mais médicos contratados, mais equipes completas, mais exames, mais cirurgias e menos tempo de espera para os pacientes. É uma mudança que impacta não apenas a gestão da saúde, mas o cotidiano de quem depende do sistema público.
Em agosto, a Secretaria de Estado de Saúde ampliou o alcance do programa para hospitais municipais, medida que contemplará mais de 100 unidades em cerca de 70 cidades, atendendo uma antiga demanda dos municípios.

Como funciona o modelo
O financiamento da Tabela SUS Paulista é simples e eficiente. Cada procedimento realizado continua sendo pago conforme a tabela nacional do SUS, mantida pelo Ministério da Saúde. A diferença é que o Governo de São Paulo complementa esse valor, podendo elevar a remuneração a até cinco vezes o valor pago pelo Governo Federal.
Esse complemento do Tesouro Estadual corrige uma distorção que, por muitos anos, limitou a capacidade de atendimento da rede pública. Muitos hospitais, especialmente Santas Casas e entidades filantrópicas, enfrentavam dificuldades para manter serviços pelo SUS devido aos baixos valores pagos. Com o novo modelo, o atendimento passa a ser viável, previsível e sustentável.
Uma rede fortalecida em todo o Estado
Atualmente, a Tabela SUS Paulista beneficia cerca de 800 hospitais e instituições de saúde em todas as regiões do Estado. Estão incluídas Santas Casas, entidades filantrópicas e autárquicas que passaram a ser incorporados ao programa. Esses equipamentos respondem hoje por aproximadamente 50% de todo o atendimento hospitalar do SUS em São Paulo.
Ao fortalecer financeiramente essas unidades, o programa amplia a capacidade da rede pública e evita que hospitais reduzam serviços ou interrompam atendimentos. O resultado é um sistema mais equilibrado, com maior cobertura territorial e mais opções de atendimento para a população, inclusive em cidades menores e regiões mais afastadas dos grandes centros.

Cinco entregas com impacto real na vida das pessoas
A Tabela SUS Paulista é uma política pública orientada a resultados concretos. Entre as principais entregas do programa, destacam-se:
- Pagamento até cinco vezes maior pelos procedimentos
Ao pagar até cinco vezes mais que a tabela do Governo Federal, o Estado torna o atendimento pelo SUS mais atrativo e financeiramente viável, estimulando hospitais a ampliar sua atuação na rede pública.
2. Mais investimento faz as filas andarem
Com mais recursos, os hospitais conseguem contratar profissionais, ampliar turnos e realizar mais procedimentos. Isso significa mais cirurgias, mais exames e menos tempo de espera, especialmente em áreas de maior demanda.
3. Mais instituições passam a atender pelo SUS
O novo modelo incentiva a adesão de mais hospitais e entidades ao sistema público, aumentando a oferta de serviços e fortalecendo a rede de atendimento.
4. Atendimento mais perto de casa
Com mais unidades habilitadas e fortalecidas, a população passa a contar com mais opções de atendimento próximas de onde vive, reduzindo grandes deslocamentos e facilitando o acesso à saúde.
5. Um incentivo concreto para a saúde pública funcionar melhor
A Tabela SUS Paulista cria um ciclo positivo: hospitais fortalecidos atendem melhor, profissionais trabalham em condições mais adequadas e os pacientes recebem atendimento com mais agilidade e qualidade.
Um investimento que muda a realidade
Os cerca de R$ 8 bilhões investidos desde 2024 representam muito mais do que números no orçamento. Eles se refletem em diagnósticos feitos no tempo certo, cirurgias realizadas sem longas esperas e maior capacidade de resposta do sistema de saúde. Ao assumir um papel ativo no financiamento, o Governo de São Paulo cria um modelo inovador, que fortalece a saúde pública de forma estrutural.
Para a população, o efeito é concreto: menos espera, mais acesso e mais cuidado no momento em que a saúde é mais necessária. Ao complementar a tabela federal, atrair mais hospitais e ampliar o atendimento, São Paulo constrói um sistema mais eficiente, acessível e próximo do cidadão – um avanço concreto na garantia do direito à saúde para quem vive no Estado.
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