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O Paraná está consolidando um novo padrão de segurança pública ao substituir a vigilância passiva por um modelo de gestão preditiva. Através da expansão do programa Olho Vivo, o Estado integra câmeras de altíssima resolução ao uso estratégico de inteligência artificial (IA), promovendo uma modernização estrutural que redefine a capacidade de pronta-resposta das forças de segurança. A iniciativa não apenas amplia o alcance dos olhos da lei, mas dota as corporações de ferramentas capazes de antecipar riscos e proteger o patrimônio e a vida dos paranaenses.
Inovação na Segurança Pública do Paraná: o papel da Inteligência Artificial
O uso de tecnologia aplicada à segurança pública deixou de ser um acessório para se tornar o eixo central do enfrentamento ao crime organizado e à delinquência urbana. No Paraná, o Olho Vivo representa uma mudança de paradigma ao unificar videomonitoramento, IA e cruzamento de dados em uma plataforma estadual robusta.
Atualmente, cerca de 5 mil câmeras já operam sob este sistema. Com a nova fase do programa, o Governo do Estado projeta a ampliação para 26,5 mil equipamentos, conectando câmeras já existentes a novas unidades instaladas com suporte financeiro estadual e adesão direta dos municípios.
Monitoramento por câmeras e o impacto no combate ao crime com a inteligência artificial
Diferente dos sistemas convencionais de vigilância, o Olho Vivo opera com algoritmos de ponta, capazes de analisar imagens em tempo real e emitir alertas automáticos. A tecnologia permite a localização imediata de veículos furtados, auxilia na identificação de indivíduos com mandados de prisão em aberto e rastreia trajetórias suspeitas para apoiar investigações complexas.
Seguindo padrões internacionais de segurança similares aos aplicados em metrópoles como Nova York, o modelo paranaense fortalece a integração entre a Polícia Militar, a Polícia Civil e as guardas municipais. O resultado é uma operação mais assertiva, onde a tecnologia otimiza o trabalho humano e acelera a resolução de ocorrências.
Investimento em tecnologia e os resultados práticos nos municípios
A expansão do programa conta com um investimento de R$ 400 milhões, focados na infraestrutura tecnológica e na capilaridade do sistema. A instalação ocorre de forma estratégica, priorizando perímetros de alta circulação, regiões urbanas sensíveis e pontos críticos mapeados pela inteligência policial. Municípios da Região Metropolitana de Curitiba e do Litoral já recebem os novos equipamentos, com um cronograma de implantação que se estende até o início de 2026.
Os efeitos já são tangíveis: no Litoral, durante o Verão Maior Paraná, o sistema foi determinante para a prisão em flagrante de suspeitos de tráfico de drogas em Guaratuba, permitindo a apreensão de entorpecentes e armas após o rastreamento automatizado de um veículo. Além da repressão, o monitoramento inteligente dificulta a ação criminosa e permite que o Estado tome decisões baseadas em dados, garantindo que o policiamento esteja onde é mais necessário.
Governança e Proteção de Dados (LGPD)
Toda a operação do sistema é pautada pelo equilíbrio entre eficiência e respeito à privacidade, seguindo rigorosamente as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O acesso às informações é restrito às forças de segurança, com total rastreabilidade das consultas, garantindo a integridade do processo e a segurança jurídica.
Com o Olho Vivo, o Paraná consolida uma política pública moderna, orientada pela inovação e pela integração institucional. Mais do que ampliar o número de câmeras, o Estado investe em uma mudança de cultura: antecipar riscos para manter a segurança pública sempre um passo à frente.
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