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Santa Catarina fecha 2025 com a menor taxa de desemprego do país pelo quarto trimestre seguido

Estado combina baixo nível de desocupação, aumento da renda e melhora nos indicadores de qualidade do emprego

Trabalhador opera equipamento industrial em Santa Catarina, estado que lidera o país com a menor taxa de desemprego, aumento da renda média e melhora nas condições de trabalho em 2025.
Trabalhador opera equipamento industrial em Santa Catarina, estado que lidera o país com a menor taxa de desemprego, aumento da renda média e melhora nas condições de trabalho em 2025. (Foto: Roberto Zacarias/Secom/GOVSC)

Governo de Santa Catarina

17/03/2026 às 18:43

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Pelos quatro trimestres seguidos de 2025, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país. Em outubro, novembro e dezembro do ano passado, o índice foi de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados foram divulgados pelo IBGE no fim de fevereiro.

O estado de  Santa Catarina foi seguido pelo Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com média de 2,4%. No cálculo anual, Santa Catarina registrou taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isso ocorre porque, nesse cálculo, o IBGE utiliza, para os indicadores anuais, estimativas que têm como base o dia 1º de julho.

No referido quarto trimestre em análise, a população desocupada em SC apresentou redução de 19% em relação ao 4º trimestre de 2024, passando de 122 mil para 99 mil pessoas. Em paralelo a esse resultado, o crescimento da população ocupada em SC foi de 1,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Além disso,  Santa Catarina tem a menor taxa de informalidade entre as unidades da Federação, de 25,7%, diante de uma média nacional de 37,6%.

Renda em alta acima da média nacional

O rendimento médio catarinense habitualmente recebido no trabalho principal, no quarto trimestre de 2025, foi de R$ 4.131, resultado 17,8% superior à média nacional, de R$ 3.508. Comparativamente ao mesmo trimestre de 2024, o crescimento do rendimento médio real (descontada a inflação) em Santa Catarina foi de 7,8%, desempenho acima da média do Brasil (5,1%), da Região Sul (6,5%) e do Sudeste (4,2%).

Linha de produção industrial em Santa Catarina reflete o dinamismo do mercado de trabalho, com aumento da ocupação, crescimento da renda média e baixos índices de desemprego em 2025.Linha de produção industrial em Santa Catarina reflete o dinamismo do mercado de trabalho, com aumento da ocupação, crescimento da renda média e baixos índices de desemprego em 2025. (Foto: Roberto Zacarias/Secom/GOVSC)

Em termos setoriais, o crescimento do rendimento médio catarinense entre 2024 e 2025 foi verificado em todos os segmentos. Dentre estes, o destaque foi o setor de Transporte, armazenagem e correio, com aumento de 12,5% e média de R$ 4.223. Diante desse crescimento, atualmente o setor de transporte catarinense possui o segundo maior nível de rendimento médio entre as unidades da Federação, atrás apenas do Distrito Federal. No quarto trimestre de 2024, SC ocupava a quinta posição, atrás de Mato Grosso, Distrito Federal, Paraná e São Paulo.

Qualidade do emprego coloca Santa Catarina em destaque nacional

Santa Catarina também se destaca nacionalmente ao apresentar a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho, de 4,4%, bem abaixo da média nacional de 13,9%. Esse indicador agrupa a proporção de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que deixaram de procurar emprego, apesar de estarem disponíveis. Em outras palavras, os dados evidenciam que SC não só emprega mais, como também apresenta melhores condições de trabalho.

Trabalhador da construção civil em atividade em Santa Catarina, setor que acompanha o aquecimento do mercado de trabalho, com aumento da ocupação e melhora nos indicadores de renda e emprego em 2025.Trabalhador da construção civil em atividade em Santa Catarina, setor que acompanha o aquecimento do mercado de trabalho, com aumento da ocupação e melhora nos indicadores de renda e emprego em 2025. (Foto: Roberto Zacarias/Secom/GOVSC)

Outro destaque é o baixo percentual de desalentados no estado, de apenas 0,3%, o menor entre todas as unidades da Federação. O percentual está bem abaixo da média nacional, de 2,4%. Essa categoria inclui pessoas que estavam disponíveis para trabalhar, mas deixaram de buscar emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, geralmente por acreditarem que não encontrariam vagas adequadas, devido à idade, qualificação, localidade ou outros motivos pessoais.

A atividade que apresentou maior crescimento no quarto trimestre de 2025, em relação ao mesmo trimestre de 2024, foi a de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com crescimento de 19,2%. O segundo melhor desempenho foi do subsetor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com crescimento de 7,5%.

A Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento monitora os dados do mercado de trabalho e, em breve, lançará a nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho – quarto trimestre de 2025. Todas as edições podem ser conferidas no site da Seplan.

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